Visita ao forno romano do Flecheiro abre portas à antiga cidade de Seilium. Foto: CMT

A visita, muito participada, foi guiada pelo arqueólogo Carlos Batata, responsável pelas escavações, tendo referido que esta descoberta permitiu perceber um pouco mais sobre a cidade romana de Seilium.

Segundo o responsável, “foi possível identificar, inclusivamente, algumas habitações nas proximidades, escassamente preservadas devido à ação das águas, mas cuja implementação no terreno seguia as duas linhas orientadoras típicas das urbes romanas, o cardus e o decumanus, que não se limitaram à margem esquerda do Nabão, mas terão sido (já há cerca de dois mil anos) responsáveis pelo figurino retilíneo das atuais ruas do centro histórico”, indica o município, em nota informativa.

O arqueólogo defendeu ainda que a cidade romana teria duas pontes, sendo a principal aquela que hoje é a Ponte Velha, e existindo uma outra, de menor dimensão, a jusante, e cujos restos são hoje apelidados de Açude das Ferrarias.

Carlos Batata disse que ali existiu, mais recentemente, uma fundição, mas cuja existência passou a fazer sentido conjugando este forno na margem direita com estruturas igualmente relacionadas com a cerâmica anteriormente encontradas nas proximidades, mas na margem esquerda.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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