A Companhia João Garcia Miguel vai subir esta sexta-feira ao palco do Teatro Virgínia, em Torres Novas, para apresentar o espetáculo “O Amor é Fodido”, criado e interpretado por João Garcia Miguel a partir do texto de Miguel Esteves Cardoso. A sessão tem início pelas 21h30. No sábado a Black Box da Central do Caldeirão recebe às 11h00 “A menina que pintava pássaros”, pelo Teatro e Marionetas de Mandrágora.
“Um dia sem se saber chega-se ao precipício que é o fim do amor. E nesse instante a vida pede-nos mais.
Ou saltamos ou ficamos presos naquele lugar de ninguém. O Miguel Esteves Cardoso propôs inventar uma nova linguagem que fale acerca dos labirintos do amor. Os protagonistas combinaram um duplo ardil que os levasse a fugir do amor e do facto deste ser sempre fodido”, refere a sinopse da peça.
João Garcia Miguel é diretor artístico da Companhia João Garcia Miguel. Iniciou a sua carreira artística há 40 anos quando criou o Grupo Olho, em Almada, que rompeu na década de 90 com os paradigmas do teatro em Lisboa.
Em 2002 fundou a Companhia João Garcia Miguel e assumiu a direção de diferentes espaços culturais e 3 teatros em Portugal. O seu perfil artístico polivalente permitiu-lhe criar cenários, instalações e intervenções urbanas, para além da direção de obras de teatro e cinema onde assume responsabilidades de encenador, ator, argumentista, dramaturgo, cenógrafo e desenho de luz.
Artista plástico doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, JGM é também professor e investigador no INOVA – Centro de Investigação da Universidade Nova, desde 2020.
No sábado, 12 de abril, a Black Box da Central do Caldeirão recebe “A menina que pintava pássaros”, pelo Teatro e Marionetas de Mandrágora. O espetáculo tem início pelas 11h00 e a duração de 45 minutos.
“Existem pessoas coração-papel frágeis e delicadas, existem pessoas coração-pedra são forte mas deixam-se envolver, existem pessoas coração-tesoura que podem criar ou despedaçar. Alma decidiu ser papel. Alma estava ali por escolha, ou melhor, por uma infinidade de escolhas”, lê-se na sinopse da peça.
“Ali poderiam não existir vilões, porque todos podemos fazer escolhas. Quais foram essas escolhas e como elas transformaram esta estória no que ela é, são o segredo deste espetáculo. Este é um espetáculo que pondera sobre a liberdade, sempre muito frágil”, acrescenta.
Trata-se de uma criação que “lança um olhar sobre as lutas de poder na sociedade, porque a arte é fundamental como ato comum, coletivo, social, de liberdade e de paz. Numa relação deliciosamente intimista, num jogo metafórico que nos faz refletir sobre os indivíduos, pedra, papel e tesoura”, conclui a informação divulgada.


