Teatro Virgínia leva peça 'O Inspector' a Rendufas, Fungalvaz e Lamarosa. Foto: Studyo78 Audiovisuais/Facebook/TMV

No âmbito do seu projeto ‘Fora de Portas’, o Teatro Virgínia programou uma itinerância da peça ‘O Inspector’, do Teatro Meia Via, por algumas freguesias do concelho de Torres Novas. Depois da sessão inaugural, no Centro Cultural e Recreativo de Rendufas, no dia 20 de janeiro, o espetáculo chega no domingo, dia 18 de fevereiro, à Casa Recreativa e Cultural de Fungalvaz.

A terceira e ultima sessão deste ciclo de teatro vai decorrer na Casa do Povo de Olaia, na Lamarosa, a 17 de março. As sessões têm início às 17h00 e a entrada é gratuita através de levantamento prévio de bilhete.

O Teatro Meia Via (TMV) apresenta aquela que é a sua 22.ª produção teatral, desta feita enveredando uma vez mais pelo fértil teatro russo e por uma “grande embarcação”: O Inspector, de Nikolai Gógol.

«Começámos a preparar esta peça muito antes do início da guerra Rússia/Ucrânia que rebentou a 24 de fevereiro de 2022. Este facto levou a que alguns agentes culturais por esse mundo fora boicotassem tudo o que era russo, incluindo a cultura e neste particular, o teatro, causa sem fundamento, pois a História, felizmente, não se pode apagar, por muito que alguns tentem», refere o TMV, em nota de imprensa.

Teatro Virgínia leva peça ‘O Inspector’ a Rendufas, Fungalvaz e Lamarosa. Foto: Studyo78 Audiovisuais/Facebook/TMV

O Teatro Meia Via, Associação Cultural de Torres Novas, nasceu oficialmente a 19 de abril de 2001. Estreou-se com a representação da peça de Bertold Brecht «As espingardas da mãe carrar», encenada por Carlos Aurélio. Vinte e dois anos depois, leva à cena a peça «O Inspector» de Nicolai Gogol, encenada por Elsa Vieira.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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