Vilarense impõe-se em Alferrarede e é um dos líderes da 2ª divisão. Foto: mediotejo.net

CDR “OS DRAGÕES” DE ALFERRAREDE 0 CLUBE DESPORTIVO VILARENSE 3

Campeonato Distrital da AFS – 2ª divisão- série B- 6ª jornada – 24-11-2024 (15 horas)

Campo CUF – Alferrarede

Momento das escolhas de bola e sentido de jogo.

O mítico Campo CUF, palco de tantas jornadas que escreveram a letras de ouro a história dos “Dragões” de Alferrarede, preparou-se para, numa tarde cinzenta, a ameaçar chuva, receber um dos vice-líder do campeonato, na série B, o Vilarense.

A equipa de Vilar dos Prazeres apenas perdeu, em casa na jornada inaugural com outro histórico do futebol distrital, o centenário Tramagal Sport União. Depois disso tem sido o colecionar de vitórias, “despachando” pelo meio o Amiense da Taça do Ribatejo.

Campo CUF recebeu um dos vice-líder do Campeonato.

A equipa liderada por Pedro Varino apresenta fragilidades e teve um início de época algo irregular. Afastado precocemente da Taça começou o campeonato com uma saborosa vitória na Ortiga, seguido de dois empates com candidatos à subida, o Riachense e Vasco da Gama.

Este ciclo positivo foi interrompido por derrotas com Caxarias e Mindense. Tinha aqui, no seu reduto, perante uma equipa com valor, uma oportunidade de voltar aos resultados positivos.

Alferrarede tentava inverter ciclo menos bom.

As equipas entraram com muito respeito mútuo, estudando-se, sem grandes iniciativas atacantes, com a bola a viajar pela zona de meio campo. Na primeira vez que chegou perto de uma das balizas… deu golo!!!

Numa jogada de envolvimento do Vilarense, Tomás Nunes entrou na área dos “Dragões” e rematou cruzado fazendo o esférico entrar no poste mais distante sem que o guarda redes Bruno Fontinha esboçasse qualquer tentativa de defesa. Aos quatro minutos começava a traçar-se o destino da partida…

Tomás Nunes colocou o Vilarense a vencer aos 4 minutos.

Enquanto a equipa da casa se reorganizava no sentido de reagir à desvantagem, o Vilarense procurou de imediato ampliar o “score”. No minuto seguinte ao golo, um livre em zona frontal obrigou a defensiva dos “Dragões” a trabalho esforçado para afastar o perigo.

Pouco depois foram os da casa a beneficiar dum livre a meio campo. Solicitado Regis na área, o avançado não chegou a tempo para a emenda.

Equipa de Pedro Varino tentou inverter o rumo dos acontecimentos.

Com a equipa de Pedro Varino a equilibrar a contenda, os visitantes fizeram um ligeiro recuo estratégico, parecendo surpreendidos. As bolas paradas pareciam ser a opção, e um livre, aos 13 minutos, levou perigo à baliza de Telmo com a defesa muito compacta do Vilarense a afastar o esférico.

No melhor período da equipa verde-branca, os ataques sucediam-se mas de forma algo inconsequente, esbarrando na bem escalonada defensiva com destaque para o experiente guarda redes Telmo.

Veterano Telmo deu tranquilidade à sua defensiva.

Com a equipa de Alferrarede a acusar alguma impaciência, o Vilarense ia aguentando os ímpetos adversários com alguma facilidade espreitando o momento para lançar o contra golpe. Após uma falta dura de Diogo Mateus junto à linha, e com António Silva a pisar o adversário no solo, escapando a sanção disciplinar, o Vilarense chegou à área com perigo.

O cruzamento remate de Paixão encontrou Sandro Henriques em boa posição mas demorou a reagir e o lance perdeu-se.

Vilarense foi mais esclarecido e impôs-se em Alferrarede

Após a ameaça, o Vilarense marcou mesmo. Paixão em boa posição tirou as medidas à baliza de Fontinha e executou um chapéu perfeito, ampliando a vantagem.

Paixão, de chapéu, aumentou a vantagem do Vilarense.

Vida complicada para a equipa do concelho de Abrantes mas com muito tempo para jogar. Em serviços mínimos, os visitantes pareciam bastante confortáveis na partida. Os “Dragões” apresentavam dificuldade na segunda fase de construção apesar dos bons” desenhos” junto à sua área, no início das jogadas.

Pressionados, os seus médios não conseguiam progredir ou servir os homens mais avançados. Após algumas jogadas duras que custou a amostragem de cartões amarelos, uma jogada de envolvimento na área do Alferrarede levou Sandro Henriques a introduzir o esférico na baliza de Fontinhas mas o lance estava inviabilizado por situação posicional ilegal. O cronómetro marcava 33 minutos.

Sandro Henriques marcou mas não valeu.

Depois dum remate do Vilarense ressaltar em Daniel Jesus e acabar nas luvas de Fontinha o Alferrarede ensaiou um rápido contra golpe através de António Silva. Travado de forma faltosa por Francisco Leal levou o árbitro António Oliveira a ir ao bolso e mostrar o cartão amarelo.

A cinco minutos do descanso Tomás Nunes, autor do primeiro golo, voltou a ensaiar o remate de meia distância obrigando Fontinha a defesa apertada. Pouco depois Luís Espadinha apostou na iniciativa individual e foi até à linha de fundo ganhar um canto. Telmo subiu mais alto e agarrou com segurança.

Defesa visitante ia anulando as tentativas da equipa de Alferrarede.

Em cima do apito para o descanso o guarda redes Fontinha ainda foi chamado para uma boa intervenção, junto à base do poste, a remate traiçoeiro de Tomás Nunes.

António Oliveira mandou os intervenientes para os balneários registando-se um resultado aceitável, premiando a equipa mais eficaz e que procurou o golo com maior esclarecimento. Pedro Varino não podia estar contente e adivinhavam-se mexidas na equipa da casa.

Pedro Varino lançou três jovens para o complemento.

As previsões confirmaram-se e o técnico do Alferrarede deixou Guilherme Pascoal, Diogo Mateus e Luís Espadinha nos balneários, chamando ao jogo os jovens Tomás Ceia, Vasco Henriques e Pedro Margarido. O segundo tempo começou exatamente como terminou o primeiro…

O duelo, logo na bola de saída, entre Tomás Nunes e Fontinha voltou a ser favorável ao guarda redes. O cronómetro marcava 31 segundos!!! Foi em toada de alguma dormência, sem grandes iniciativas que os azuis e branco dilataram a vantagem.

Jogadores do Alferrarede lutaram muito mas o Vilarense foi mais forte

Numa transição muito rápida, aos 55 minutos, um cruzamento da esquerda encontrou Sandro Henriques em zona de tiro e este não perdoou, fazendo o terceiro golo da sua equipa.

Vilarense voltou a celebrar aos 55 minutos.

No Campo CUF pairava agora a sensação de que a tendência do jogo jamais se iria inverter e a vitória não escaparia à equipa de Carlos Gonçalves. Com as equipas acomodadas assistiu-se a um jogo lento, pastoso, sem rasgos de bom futebol, com algumas, poucas, exceções…

Dois minutos depois do terceiro golo, o Vilarense dispôs dum livre em zona perigosa mas o esférico ficou na barreira com o capitão Miguel Jesus a afastar.

Vilarense sempre mais esclarecido no ataque.

Tentavam os da casa a obtenção do tento de honra mas o seu futebol pouco consistente era presa fácil para a defensiva contrária. Ainda assim, um cruzamento “venenoso” à hora de jogo testou a atenção de Telmo.

Jogava-se muito na zona central do terreno sendo escassas as raras idas às áreas. Iam-se repartindo pelas duas balizas com as defesas a serem sempre superiores aos ataques.

Equipa da casa nunca se entregou.

O jogo “arrastava-se” para o final quando, aos 84 minutos, um “slalom” gigante de Tomás Ceia entusiasmou os poucos adeptos presentes no Campo CUF. O cruzamento não encontrou resposta na área. Bom momento de futebol protagonizado por um dos “meninos” de Pedro Varino, produto da “cantera” do Benfica de Abrantes. Este foi mesmo o “canto do cisne”…

Pouco depois o árbitro apitou pela última vez na partida selando uma vitória sem contestação. Ganhou a equipa mais esclarecida, com arbitragem bastante positiva duma jovem equipa liderada por António Oliveira.

Iniciativa de Tomás Ceia agradou aos adeptos.

A equipa de Alferrarede deixou boa impressão, faltando rotinas de jogos. Irá melhorar e ainda vai dar alegrias aos seu apaniguados. Ocupa o oitavo posto da tabela. Tem já, na próxima jornada, a 08 de dezembro, um duro teste na viagem a uma casa que Pedro Varino bem conhece: o Comendador, casa do agora líder Tramagal Sport União.

O Vilarense tem os mesmos 15 pontos que o Tramagal mas mais um jogo e derrota caseira com os “metalúrgicos”. Recebe a equipa B do Benfica de Abrantes e deve prosseguir no bom início de campeonato. Confira AQUI os resultados da jornada e a classificação atualizada.

Vilarense continua no topo da tabela.

FICHA DO JOGO:

CLUBE DESPORTIVO E RECREATIVO “OS DRAGÕES” DE ALFERRAREDE:

Bruno Fontinha, Daniel Jesus, Guilherme Matias (Caio Amaral), Diogo Mateus (Tomás Ceia), João Cuco, Guilherme Pascoal (Vasco Henriques), Regis Miguel, Riki, António Silva (Filipe Rosado), Henrique Gonçalves e Luís Espadinha (Pedro Margarido).

Suplentes não utilizados: Luís Santos e Guilherme Silva.

Treinador: Pedro Varino.

Clube Desportivo e Recreativo “Os Dragões” de Alferrarede

CLUBE DESPORTIVO VILARENSE:

Telmo Rodrigues, Guilherme Fonseca, Hugo Costa, Diogo Pereira, Leandro Nunes, João Leal, Bruno Gaspar (Guilherme Almeida), Francisco Leal (Tomás Batista), Tomás Nunes (Pedro Gouveia), Sandro Henriques e Paixão (Marcelo Almeida).

Treinador: Carlos Gonçalves.

Clube Desportivo Vilarense

GOLOS: Tomás Nunes, Paixão e Sandro Henriques (Vilarense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM António Oliveira, João Fernandes e Simão Costa.

Equipa de Arbitragem: António Oliveira, João Fernandes e Simão Costa com os capitães.

No final ouvimos os responsáveis técnicos de ambas as equipas:

PEDRO VARINO, Treinador dos “Dragões” de Alferrarede

Pedro Varino, treinador dos “Dragões” de Alferrarede.

CARLOS GONÇALVES, Treinador do Vilarense

Carlos Gonçalves, treinador do Vilarense.

C/DAVID PEREIRA (multimédia)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013. Fez parte da equipa desportiva da Rádio Hertz que ganhou o prémio Artur Agostinho (CNID) em 2020.

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