Vila Nova da Barquinha assinalou 186 anos de elevação a concelho destacando a sua força individual e coletiva. Foto: CMVNB

Para assinalar a data, a manhã de domingo contou com diversas atividades, como a cerimónia do Hastear da Bandeira, uma visita guiada à exposição “Cordas”, de António Bolota e, já no Centro Cultural, com um momento musical pelo sexteto da Banda de Música da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha, a que seguiu um discurso por parte de António Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal, e de Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal, antecedendo o lançamento do livro “Ritornelo”, de António Luís Roldão.

VIDEO/DIRETO COM FERNANDO FREIRE, PRESIDENTE CM VN BARQUINHA:

No seu discurso, Fernando Freire afirmou que a Barquinha “é um concelho com muita honra na sua História, nas suas gentes e nas suas freguesias” e que a mesma “também é feita em cada uma das suas freguesias, pelos seus autarcas e pelos trabalhadores. Sem eles a história seria outra”, frisou.   

Hastear da Bandeira nos Paços do Concelho. Foto: CMVNB

“A História do concelho é feita pelo laboro das IPSS´s (Santa Casa da Misericórdia, Fundação Dr. Francisco Cruz, Centro Social e Paroquial da Atalaia, Associação e Bem-Estar Social das Madeiras) e pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários”, afirmou o autarca, num reconhecimento a “todo o seu empenho e denodo. Sem vós os tempos difíceis que vivemos – tempos de Covid e de Guerra na Europa – não seriam os mesmos”, vincou.

“Muita honra com as gentes de todas as outras associações que tão distintamente levam tão longe o nome da Barquinha a Portugal e ao Mundo. Quero aqui, e hoje no dia do concelho, reconhecer e prestar homenagem a todos os que fundaram, dirigiram e dirigem as diferentes coletividades. A todos os que de uma forma desinteressada continuam a manter as suas e as nossas Associações em atividade, ouvindo diariamente críticas, quase sempre injustas, gracejos de mau gosto, vindos principalmente de quem nunca nada fez pelas instituições. Mas com isso já um bom associativista conta”, afirmou Freire, lembrando de seguida a história e o património.

“A Barquinha é, pois, um concelho com muita honra na sua História, nas suas gentes e nas suas associações. Muita honra com os forais, com a epopeia dos descobrimentos, com Almourol e com a Igreja da Atalaia, com a arte sacra dos nossos templos religiosos e com os caminhos de Santiago. Este concelho é rico pela beleza das suas urbes, em constante regeneração urbana”, afirmou, tendo destacado ainda a dinâmica turística e cultural.

“Este concelho é único pelas oportunidades cultura e de lazer que nos oferece: no Parque de Escultura contemporânea ao ar livre, pelo envolvimento das paisagens encantadoras no trilho panorâmico do Tejo, (capa de revista da Visão, no mês de outubro), pelo castelo templário de Almourol, pelo cais pai avô, na Praia do Ribatejo, com sua fauna e flora; numa viagem de barco ímpar pelo rio Tejo abaixo; no aplaudir uma corrida tauromáquica na segunda Praça de Touros mais antiga do país; no singelo sentar na margem do rio a contemplar um pôr-do-sol esplêndido ou numa descida em canoa; numa prova de BTT, ou no partilhar o céu num salto de paraquedas. Na oportunidade de subir à torre de menagem de Almourol e avistar um horizonte maravilhoso; conhecer a Foz do Zêzere, a ponte Eiffel da Praia do Ribatejo e de ser por um dia cientista, e inventor, no Centro Integrado de Educação e Ciências”, elencou, tendo prosseguido com elogios à educação, artes e tecido empresarial, destacando ainda a histórica presença militar. 

“Muito honra as nossas gentes a qualidade da nossa Escola, o projeto educativo de sucesso a nível nacional, o projeto Barquinha sentir Arte e Ciência.  Muito honra as nossas gentes o projeto das artes no Centro de Estudos de Arte Contemporânea e na Galeria do parque. Hoje quero aqui, também, deixar um reconhecido bem-haja ao Mestre Carlos Vicente, pela dedicação às artes na Barquinha, competência, compromisso e excelso sentido cívico e artístico. Muito honra Portugal a presença militar, aqui perene desde 1863, e os espaços museológicos das tropas paraquedista e da engenharia militar. Muito honra as nossas gentes o desenvolvimento dos projetos económicos: no ninho de empresa e os que estamos a assistir na nossa zona industrial com a instalação de novas empresas”, lembrou Fernando Freire, apontando de seguida ao escritor e historiador António Roldão.

António Roldão é poeta, historiador e um investigador apaixonado pela história da Barquinha. Foto: mediotejo.net

“Hoje e aqui … voltamos a honrar a nossa gente. O meu ilustre amigo António Luís Roldão. Sempre dado a uma bela e culta conversa, está sempre inspirado, até para a poesia! Alia essa inspiração à sua enorme sensibilidade humana, uma das suas superioras características. Desviando a névoa das coisas, procurando a claridade, somos justos quanto sabemos agradecer às instituições, às empresas, aos trabalhadores, e às pessoas o que tanto nos dão”, afirmou, poucos minutos antes de presidir ao lançamento de um novo livro de António Roldão.

“Hoje, no lançamento de mais um livro em nome da população deste concelho, gratifico, encarecidamente, a sua dedicação, Sr. Roldão – O nosso eterno Bem-Haja”, afirmou, dirigindo-se ao escritor.

“A Barquinha é um concelho, por tudo o que disse, cheio de História, de símbolos, de ideais e de pessoas! Temos honra no nosso passado, e também confiança no futuro!”, afirmou, em jeito de conclusão.

“Uma qualquer ponderação sobre o tempo atual do mundo virá, certamente, obscurecida de inquietações e embrulhada numa efervescência de notícias de guerra e crise nas democracias. Vivemos tempo complicados de instabilidade na paz e nas ideias, nos princípios e nos valores, mas devemos ser portadores de uma mensagem de serenidade, onde diálogo e um forte querer comum, não sendo tudo, são, no entanto, ferramentas fortíssimas de que dispomos e com as quais poderemos melhor enfrentar o amanhã”.

Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha, António Augusto Ribeiro, no uso da palavra. Foto: CMVNB

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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