Cartaz: Organização III Encontro Cultura Popular do Ribatejo

As histórias de infância, a oralidade ribatejana ou o imaginário das lendas são exemplos que fazem parte da cultura popular e que o Fórum Ribatejo e o Município de Vila Nova da Barquinha querem perpetuar numa iniciativa que decorre no sábado e que assinala este ano a sua terceira edição.

“O Ribatejo é uma região marcada pela sua diversidade. De identidade fluída e plural, é, apesar de tudo, uma região que reconhece o seu nome e tem de si uma imagem que foi trabalhada pelo tempo e pela política, pelo comércio e pelas andanças. Conhecer e recriar essa identidade é uma tarefa de todos os tempos”, começa por referir em comunicado a organização da iniciativa.

Com lugar marcado no auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, o III Encontro da Cultura Popular do Ribatejo vai acontecer no próximo sábado, dia 20 de novembro, num dia repleto de atividades entre as 09h30 e as 19h00, com um lema em mente. O de que “não há cultura sem cultura popular, não há povo que viva sem uma cultura que dê forma a essa vida”.

Com abertura dos trabalhos marcada para as 09h30, onde se inclui a apresentação do livro de atas do II Encontro de Cultura Popular, a cargo de Fernando Freire (presidente da Câmara Municipal) e Aurélio Lopes (coordenador do Fórum Ribatejo), as primeiras conversas seguem-se pelas 10h15: “A meninice – histórias de infância na Glória do Ribatejo”, por Roberto Caneira; “Chiripés e estórias sem pés nem cabeça”, por Anabela Leandro dos Santos; e “O imaginário das lendas nas representações identitárias”, por Ana Saraiva.

Com um breve momento de debate pelas 11h15 e animação do Espaço Animação-Grupo Coral CRAMOL pelas 12h00, as conversas voltam a subir a palco pelas 14h30 com o tema “Artes de se curar em Ribatejo”, por Ana Paula Guimarães.

O encontro vai decorrer no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha. Foto: mediotejo.net

Já pelas três, os temas em  torno da cultura popular ribatejana diversificam-se com as intervenções “Santa Iria: A oralidade e a escrita no crescimento e modelação urbanística de Tomar”, por Ernesto Jana; “Lisboa presente em vinte quadras do cancioneiro de Vila Nova de São Pedro”, por José do Carmo Francisco; e “Ensalmos e Benzeduras: A força da palavra e a analogia magico/assertiva”, por Aurélio Lopes.

Já pelas 16h40, Ana da Silva traz ao centro cultural barquinhense a história “Eu, que não cheguei a ser rainha ou o outro lado da tragédia”. Segue-se Teresa Cláudia com “Ecofabular e tradição oral: Como as ‘mouras encantadas’ podem apoiar a consciência ecológica e a preservação do património cultural imaterial português”, Nuno Prates com “A vida quotidiana do povo de Alpiarça e o seu cancioneiro popular”, e Ludgero Mendes com “A importância dos provérbios na compreensão da cultura popular do Ribatejo”.

Novamente com espaço para debate pelas 18h00 e animação musical às 18h30, desta vez a cargo do grupo Barquinha Saudosa, o III Encontro da Cultura Popular do Ribatejo encerra pelas 19h00, com as despedidas a cargo da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Paula Pontes.

Paralelamente ao programa, irá decorrer a III Mostra de Livros alusiva à cultura popular do Ribatejo.

A iniciativa, que será moderada por José Alves Jana, tem entrada gratuita, mediante inscrição prévia através dos contactos reservas@cm-vnbarquinha.pt, 249 720 358, 962 722 668, 927 410 436. Os bilhetes podem ser levantados no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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