Quinze edições já se passaram, e o festival continua a reinventar-se, mas mantendo-se sempre igual a si próprio. Um festival onde o rock, em português, é ponto assente. O cartaz tem variado todos os anos, cruzando com outros géneros como o hip hop e música eletrónica, alargando o leque de oportunidades aos visitantes e aos fãs que já não perdem uma edição. Vila de Rei acolhe em duas noites todos os que queiram apreciar boa música, conviver e aproveitar as infraestruturas e locais do concelho.
O Rock na Vila é já uma imagem de marca do município, mas também de toda a região Centro, arrastando centenas de jovens campistas que pernoitam ali, naquele que, pelo “ambiente familiar” e “segurança”, é a estreia de muitos no mundo dos festivais.
Assim o referiu Paulo César Luís, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, em declarações ao mediotejo.net. O vereador crê que o festival Rock na Vila “é uma marca que transmite segurança, uma vez que os pais permitem que os filhos venham pela primeira vez a um festival em Vila de Rei e que acampem no nosso recinto”, disse.

No Parque de Feiras estavam instaladas mais de 100 tendas de campismo, dispersas ao longo do espaço, e ocupadas por jovens, que segundo o vereador ainda não tinha sido possível contabilizar. A camada jovem é, sem sombra de dúvida, o público alvo maioritário deste evento.
Ainda assim, e porque gostos musicais não se discutem, outras faixas etárias adultas marcaram presença ao longo dos dois dias para o convívio e para desfrutar dos nomes anunciados para esta edição.

Sem dúvida que no sábado, dia 2, muito dedicado ao rock português, com Linda Martini enquanto cabeça-de-cartaz, encontrava-se um público misto junto do palco principal, que fora aparecendo gradualmente após os concertos de Somma e Cityspark. Ainda que o frio teimasse em fazer os presentes recuar até à tenda onde se encontravam os stands, e onde acabaram todas as noites, madrugada fora, com atuações de Djs, como o caso de Rita Mendes e Hugo Rafael que encerraram a 15ª edição do Rock na Vila.
Paulo César Luís notou ainda que este evento feito de dois dias de “música, cultura, recreação e animação” se distingue pelo “ambiente familiar”, uma vez que este é um evento “onde todos se conhecem, e quando não se conhecem, facilmente se tornam conhecidos”.
A marca do festival tem sido consolidada, o que tem atraído cada vez mais pessoas a Vila de Rei, com uma grande aposta no marketing e divulgação das atividades, caso da venda de kits do festival lançados na edição deste ano.

Também a melhoria do espaço permitiu uma maior projeção do evento, até a nível internacional. “A inovação prende-se também com a consolidação de todo um espaço que no ano passado estava em execução e que este ano está na sua plenitude” e ao dispor de todos os visitantes da vila, referiu o vice-presidente da autarquia.
Recorde-se que o Festival Rock na Vila esteve nomeado em 2017, sendo a terceira vez consecutiva, para os Iberian Festival Awards nas categorias de “Best Medium Size Festival” e “Best Camping Site”.

Quanto ao balanço desta edição do festival, Paulo César Luís afirmou ser “extremamente positivo face àquilo que eram as nossas expetativas”, notando ainda que “temos vindo a crescer e é neste sentido que temos vindo a trabalhar, para crescermos ainda mais”.
Fotogaleria com alguns registos destes 2 dias de convívio, campismo… e muita música:
Espreite alguns excertos transmitidos em direto dos concertos de Mundo Segundo e Linda Martini:
