Ricardo Aires era o candidato nº 2 do PSD-CDS pelo distrito de Castelo Branco e foi eleito deputado. Foto arquivo: mediotejo.net

Ricardo Aires informa na sua página da rede social Facebook que aceitou integrar a lista da AD às próximas eleições legislativas e que, por isso, é “forçado” a suspender o mandato de presidente da Câmara Municipal, uma vez que o artigo 9.º da Lei 14/79 de 16 de maio determina expressamente que “desde a data da apresentação de candidaturas e até ao dia das eleições, os candidatos que sejam presidentes de câmaras municipais ou que legalmente os substituam, não podem exercer as respetivas funções”.

Explica ainda que tal decisão surge após as Concelhias do PSD da Zona do Pinhal terem escolhido o seu nome para integrar a lista da AD e a Comissão Política Distrital de Castelo Branco ter sufragado o seu nome para integrar a lista da AD pelo círculo eleitoral de Castelo Branco.

“Após a necessária ponderação, tomei a decisão de me integrar neste projeto, na convicção de que, com a minha experiência de autarca, posso vir a ser uma voz ativa e reivindicativa para o Interior e, em particular, para a nossa região do Pinhal e para o distrito de Castelo Branco”, afirma.

Assim, de 29 de janeiro a 10 de março, a “atual estrutura orgânica interna” do município será liderada por Paulo César Luís, manifestando Ricardo Aires “toda a certeza e confiança que o projeto, que foi sufragado em 2021, irá continuar com o sucesso que tem vindo a ser cumprido, de acordo com o manifesto eleitoral”.

Na lista da AD pelo circulo eleitoral de Castelo Branco, que elege quatro deputados para a Assembleia da República, Ricardo Aires apresenta-se em terceiro lugar.

Recorde-se que nas eleições legislativas de 30 de janeiro de 2022, o Partido Socialista elegeu três deputados e o Partido Social Democrata elegeu um deputado para o Parlamento.

José António Domingos assumiu, entretanto, o cargo de vereador eleito pelo PSD, na sequência da suspensão do mandato do presidente.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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