Bloco de partos e urgências de obstetrícia e ginecologia, no hospital de Abrantes, estão encerrados este fim de semana. Foto arquivo: Lusa

A Assembleia Municipal de Vila de Rei aprovou por unanimidade uma moção do PSD relativa a “Referenciação de utentes para Castelo Branco” nos serviços de Obstetrícia, Ginecologia e Neonatologia, reivindicando a continuidade no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) pela sua proximidade. Em causa estão os 90 km para Castelo Branco quando os utentes podem percorrer apenas 25 km até Abrantes.

Em causa, está o facto da Rede de Referenciação Hospitalar em Obstetrícia, Ginecologia e Neonatologia do CHMT não abranger o concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco.

Neste âmbito, o município de Vila de Rei já efetuou uma exposição, no sentido de efetivar essa integração, de modo que a população tenha acesso a estes cuidados de saúde, no CHMT, sem qualquer resultado até ao momento.

A própria Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo realizou também uma exposição, através da qual corrobora os argumentos apresentados pelo Câmara de Vila de Rei.

O documento realça ainda que em setembro de 2013 foi realizada uma proposta de resolução para a referenciação hospitalar dos utentes do concelho de Vila de Rei.

Esta proposta foi feita pelos presidentes dos Conselhos Diretivos da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e da Administração Regional de Saúde do Centro, na qual se propunha o acesso à consulta hospitalar e serviços de urgência para os utentes do concelho de Vila de Rei no CHMT.

O mesmo foi homologado pelo então secretário de Estado da Saúde a 27 de setembro de 2013.

“Em face do exposto, bem como dos repetidos testemunhos que temos recebido, é com profunda indignação que assistimos ao facto de várias utentes vilarregenses terem sido encaminhadas para o hospital de Castelo Branco para a realização de exames, bem como consultas de encaminhamento durante a gravidez”, lê-se na moção.

Deste modo, a Assembleia Municipal de Vila de Rei apela para que seja respeitado a proposta de resolução homologada pelo secretário de Estado da Saúde em 2013 e que “o Governo determine de uma vez por todas, com a força de Lei, a referenciação dos nossos utentes para o Centro Hospitalar do Médio Tejo”.

“Aquilo que aos olhos dos vilarregenses é da mais elementar justiça, e até razoabilidade não o é aos olhos de quem gere a saúde no nosso país”.

A moção, depois de aprovada, foi enviada para os corpos diretivos do CHMT, Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, Administrações Regionais de Saúde do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, Secretaria de Estado da Saúde, Ministério da Saúde, Comissão da Saúde da Assembleia da República e grupos parlamentares.

Os membros da Assembleia Municipal do Partido Socialista aprovaram a moção, no entanto, não estão de acordo com a referência às portagens da A23, por considerarem que os assuntos não estão relacionados.

Pode ler a proposta de moção, na íntegra, aqui:
Proposta de moção

c/LUSA

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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