Biblioteca Municipal José Cardoso Pires. Créditos: CMVR

A Biblioteca Municipal José Cardoso Pires, em Vila de Rei, vai receber, entre os dias 5 de julho e 5 de agosto, a exposição de pintura ‘Raízes e Memórias da Vida Rural”, de Cristina Cabrita.

Cristina Cabrita nasceu em Lisboa, em 1984. É licenciada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa. E especializada em “Arquitectura y Arte Efémera”, pela  Universitat Politécnica de Catalunya, em Barcelona. Observadora por natureza e atenta aos detalhes, Cristina encontrou na pintura uma forma de ampliar o plano das suas observações e explorar os seus significados.

A pintura é para si, a forma mais genuína de comunicar o seu Universo interior. A obra de Cristina varia entre cidades desenhadas e coloridas, paisagens abstratas e bailarinas retratadas sob fundos negros a média luz. As suas telas ora refletem a natureza e sensualidade feminina simbolizando temas como a aceitação e o desapego, o recolhimento e a entrega, a fuga e a liberdade, ora refletem a ordem e o caos urbano, através da interpretação das vivências quotidianas próprias dos diferentes contextos culturais das cidades que retrata.

Nesta exposição, “a captura da essência do ambiente rural, entre nenúfares que flutuam serenamente em lagos tranquilos, campos vastos que se estendem até onde a vista alcança, e paisagens naturais são janelas para o mundo onde a natureza e a vida humana coexistem em perfeita harmonia.

Através de uma paleta de cores vivas e simbólicas, as emoções e as memórias associadas a estas paisagens, exprimem-se através do verde do campo, do azul do lago, do dourado dos campos. Não são apenas cores mas sim símbolos de prosperidade, tranquilidade e continuidade.”

A Exposição de Pintura pode ser visitada na Biblioteca Municipal José Cardoso Pires de segunda a sexta-feira das 10h00 às 18h00.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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