Hospital de Abrantes

Tal como o mediotejo.net noticiou, o distrito de Santarém vai ficar totalmente coberto por Unidades Locais de Saúde (ULS) em janeiro de 2024, com a entrada em funcionamento das ULS Médio Tejo, Lezíria, Leiria e Estuário do Tejo, agregando hospitais e centros de saúde. Contudo, a ULS do Médio Tejo vai integrar um centro de saúde do distrito de Castelo Branco: Vila de Rei, além de integrar os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Torres Novas, Tomar e Vila Nova da Barquinha. O município de Ourém irá integrar a ULS de Leiria.

O decreto-lei que cria 32 novas ULS foi publicado a 7 de novembro, com quatro unidades a abrangerem os 21 municípios do distrito de Santarém, no âmbito do novo modelo de gestão de serviços de saúde e que integra os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) nos hospitais e centros hospitalares.

A ULS do Médio Tejo vai então integrar os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Torres Novas, Tomar e Vila Nova da Barquinha, todos do distrito de Santarém e atualmente integrados no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo e Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT), agregando ainda Vila de Rei.

Avança agora o PSD de Vila de Rei em comunicado que “esta é uma noticia pela qual todos esperávamos há décadas, sendo uma luta que fora travada cada vez que mudava o governo da nação e perante a qual, o PSD de Vila de Rei, independentemente do partido politico que nos governava, sempre lutou ao lado dos interesses dos Vilarregenses, expondo e denunciando a importância das nossas gentes obterem cuidados de saúde nos Hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo (Abrantes, Tomar e Torres Novas) em detrimento do encaminhamento para a cidade de Castelo Branco, bastante mais distante de Vila de Rei”.

Contudo, “apesar de esta ser uma noticia que deverá satisfazer todos os vilarregenses, importa deixar claro que ainda subsistem problemas ao nível da saúde” no concelho, nomeadamente “no que diz respeito ao número de pessoas sem médico de família (cerca de 1000) com tendência a aumentar em face das características etárias dos médicos que estão afetos ao centro de saúde de Vila de Rei”.

Assim, para o PSD, ” importa que a Unidade Local do Médio Tejo que entrará em funcionamento a 1 de janeiro próximo tome medidas efetivas visando colmatar estas necessidades de uma forma estruturada e consolidada no tempo. Para que tal aconteça será necessário que o próximo governo proceda a uma reforma do nosso sistema nacional de saúde, pois como já vimos e sentimos, o sistema que está montado não serve o interesse das pessoas, não responde às suas necessidades e incute incerteza e desconfiança no nosso SNS. Impõem-se medidas efetivas que tornem o acesso à saúde, também ele, mais efetivo e eficaz”, conclui.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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