Natal em Vila de Rei com oferta de vouchers, concurso de montras e iluminação própria da época. Foto: DR

Vila de Rei vai ter a habitual sonorização e iluminação de Natal, concurso de montras e vouchers de oferta para apoiar o comércio local, assegurou esta sexta-feira, 4 de novembro, o vice-presidente Paulo César Luís (PSD), que falava aos jornalistas à margem da reunião de executivo. Vila de Rei vai receber a terceira edição do Sorteio de Natal ‘No Centro de Portugal, faça as suas compras no Comércio Local’, uma iniciativa que sorteia 2500 euros em prémios.

O autarca afirmou que o município, em ermos da iluminação natalícia e poupança de energia, seguirá as recomendações do Governo que constam no decreto-lei sobre o Plano de Poupança Energética.

“Apesar das recomendações emitidas pelo Ministério do Ambiente no que diz respeito à iluminação de Natal e à iluminação dos edifícios públicos, que vamos cumprir, achamos que é um investimento que deve ser realizado até para imbuir, não só o comércio tradicional de outro ambiente, mas também dar um bocadinho mais de chama em momentos conturbados”, disse.

Recorda-se que o Governo recomenda iluminações de Natal ligadas a 6 de dezembro e só até à meia-noite e regulação das temperaturas do ar condicionado interior, para o máximo de 18°C no inverno, no sentido de reduzir o consumo de energia.

As luzes de Natal nas ruas, o Governo aconselha às autarquias a ligar a iluminação às 18h00 e a desligá-las às 24h00, uma recomendação que vai vigorar entre 6 de dezembro deste ano e 6 de janeiro de 2023.

“Vamos ajustar os relógios de duração da iluminação para fazer face aquilo que foram as orientações do Ministério do Ambiente”, acrescenta o vice-presidente.

Para a administração pública local (bem como para os privados) tratam-se de recomendações embora do Plano constem medidas de caráter obrigatório para a administração pública central.

Ou seja, para os edifícios ou zonas que estão sob alçada direta do Estado, as luzes de Natal terão mesmo de ser desligadas à meia-noite, sendo a medida de implementação obrigatória e não uma mera recomendação, como ocorre na administração pública local, onde se incluem os municípios.

No que diz respeito à iluminação, por exemplo, nos edifícios da administração pública central será obrigatório desligar as luzes decorativas no interior a partir das 22h00 no inverno, já no exterior o horário permitido é prolongado até à meia-noite, e com a salvaguarda “de questões de segurança”.

ÁUDIO: PAULO CÉSAR LUÍS

Sorteio de Natal ‘No Centro de Portugal, faça as suas compras no Comércio Local’

Ainda referente à época natalícia, Vila de Rei vai receber a terceira edição do Sorteio de Natal ‘No Centro de Portugal, faça as suas compras no Comércio Local’, uma iniciativa que sorteia 2500 euros em prémios, uma medida também aprovada hoje por unanimidade. Este sorteio pretende premiar quem optar por fazer as suas compras da época no comércio local, ajudando a pequena economia, valorizando os produtos endógenos e o trabalho de artesãos, produtores e empresários do concelho.

O Município pretende mais uma vez, ir ao encontro da promoção de medidas de dinamização do comércio local, afirmou o vice-presidente Paulo César.

As medidas visam impulsionar o comércio local, promovendo um desenvolvimento social e económico e potenciando a modernização ao nível local da atividade económica, consolidando, assim, a economia vilarregense no intuito de gerar mais riqueza, justificou o autarca.

A iniciativa organizada pela Associação Comercial e Empresarial de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei e dinamizada pelo Município de Vila de Rei, vai decorrer entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

A participação no sorteio, que se estreou em 2019 com êxito, funciona de forma simples. Por cada 10 euros em compras, os estabelecimentos aderentes entregam um cupão – numerado e assinado – até ao limite máximo de seis cupões por compra.

O sorteio, agora aprovado em reunião de executivo municipal, carece de inscrição antecipada pelos comerciantes, que assim o pretendam integrar e o mesmo estará aberto a todos os clientes que efetuarem compras em qualquer estabelecimento aderente, devidamente identificado.

O valor total dos prémios distribui-se em 15 cheques-prenda, totalizando o valor de 2500 euros, que variam entre 700 euros e 50 euros.

O valor total de prémios a atribuir é, então, de 2.500,00 euros, em vales prenda distribuídos por 15 prémios, da seguinte forma:
1.º prémio – Vale prenda no valor de 700€
2.º prémio – Vale prenda no valor de 500€
3.º prémio – Vale prenda no valor de 300€
4.º prémio – Vale prenda no valor de 200€
5.º prémio – Vale prenda no valor de 150€
6.º prémio – Vale prenda no valor de 100€
7.º prémio – Vale prenda no valor de 75€
8.º prémio – Vale prenda no valor de 75€
9.º prémio – Vale prenda no valor de 75€
10.º prémio – Vale prenda no valor de 75€
11.º prémio – Vale prenda no valor de 50€
12.º prémio – Vale prenda no valor de 50€
13.º prémio – Vale prenda no valor de 50€
14.º prémio – Vale prenda no valor de 50€
15.º prémio – Vale prenda no valor de 50€

O valor total estimado a restituir à Associação Comercial e Empresarial Abrantes, Constância,
Sardoal, Mação e Vila de Rei (ACE), relativamente a taxas, impostos, garantias bancárias e possíveis custos inerentes à logística do Sorteio, será de 3.071,49 euros, mais o valor do prémio de 2.500,00 euros, calculado assim um montante total de 5.571,49 de custo municipal com o Sorteio de Natal.

Associada a esta iniciativa, pretende-se promover o espírito criativo das lojas na denominada época de Natal, perpetuando a tradição e o espírito associados a esta quadra. Neste sentido todos os comerciantes aderentes ao sorteio, terão cumulativamente que participar no concurso de Montras Natalícias, também este dinamizado pelo Município de Vila de Rei.

Na primeira edição da iniciativa, em 2019, foram movimentados cerca de 400 mil euros em Vila de Rei durante a campanha. No ano passado, este valor subiu para 486 mil euros movimentados.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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