A Loja de Cidadão de Vila de Rei foi inaugurada no dia 5 de janeiro de 2024. Créditos: mediotejo.net

O Município de Vila de Rei endereçou ao Ministro das Finanças, Fernando Medina, um ofício onde requer uma melhoria dos serviços da Autoridade Tributária a funcionar em Vila de Rei com um reforço de recursos humanos e alargamento dos atuais dois dias disponíveis na tesouraria para efetuar pagamentos, tendo criticado o que diz ser uma “restrição do acesso das pessoas aos serviços do Estado”.

Após o forte investimento na criação da Loja de Cidadão de Vila de Rei, onde estes serviços passaram a funcionar, os serviços da Autoridade Tributária apresentam um número reduzido de funcionários que, para além de sobrecarregar os funcionários presentes, acaba por se refletir na eficiência do serviço prestado.

A juntar a isto, existe ainda uma restrição nos serviços de tesouraria, com os utentes a poderem apenas realizar pagamentos às terças e quintas-feiras. Esta limitação, segundo o Município, tem “causado bastantes inconvenientes, principalmente nos cidadãos com idade mais avançada”, lê-se em nota de imprensa.

A Loja de Cidadão de Vila de Rei foi inaugurada no dia 5 de janeiro de 2024. Créditos: mediotejo.net

O atendimento sem necessidade de marcação, que se realiza apenas durante as manhãs, foi outro ponto de destaque na missiva enviada ao Ministro das Finanças.

Esta situação tem-se mostrado ser “inadequada, considerando a tipologia mais envelhecida da população vilarregense, com muitos dos cidadãos a enfrentarem sérias dificuldades a acederem a este serviço nos horários disponíveis”, acrescenta a mesma nota.

A Loja de Cidadão de Vila de Rei foi inaugurada no dia 5 de janeiro de 2024. Créditos: mediotejo.net

O presidente do Município de Vila de Rei, Paulo César Luís, afirma que “esta restrição do acesso das pessoas aos serviços do Estado mostra-nos uma política do ‘faz de conta’, com medidas inconsequentes, incompetentes e que fogem ao foco central do investimento que foi feito no reforço das condições com a criação da Loja de Cidadão. Esta limitação é um ultraje e mostra que quem nos dirige tem uma visão totalmente deturpada do território. Esperamos que esta missiva que enviámos possa dar os seus frutos e que estas medidas sejam adaptadas às necessidades do território vilarregense, facilitando o acesso aos serviços do estado à nossa população, com especial destaque para os nossos idosos”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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