O presidente da Câmara Municipal de Vila de rei, Ricardo Aires. Créditos: mediotejo.net

A entidade CERTIS – Controlo e Certificação, Lda., concedeu ao Município de Vila de Rei licença, certificando que o procedimento de produção do azeite no lagar municipal na campanha oleícola de 2018/2019 é enquadrável nos requisitos e normas em vigor para a obtenção da denominação Azeite da Beira Baixa DOP.

O pedido de certificação requerido pelo lagar e destilaria municipal de Vila de Rei para a produção de azeite com denominação da Beira Baixa DOP mereceu aprovação pela entidade CERTIS – Controlo e Certificação, Lda., deu conta na sexta-feira, 15 de março, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Aires (PSD), em reunião de Executivo.

O processo para a obtenção da denominação Azeite da Beira Baixa DOP “não está terminado mas está bem encaminhado. Ainda falta um procedimento, estamos quase lá!”, garantiu o presidente ao mediotejo.net no final da reunião, acreditando que em abril essa licença será já uma realidade.

Tal classificação implica, além da certificação do azeite de Vila de Rei para integrar o DOP da Beira Baixa, “o procedimento da própria transformação da azeitona, não é só o azeite. As condições do lagar bem como a qualidade da azeitona são tidos em consideração”, explicou Ricardo Aires.

Reunião de Câmara Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

A Câmara Municipal de Vila de Rei, após o sucesso da aposta na manutenção do lagar municipal, já havia revelado a vontade de conceber uma marca própria de azeite do concelho, tendo em conta os indicadores positivos do balanço de atividade.

Esta marca refere-se ao azeite produzido e selecionado no lagar municipal, e comprado aos produtores locais através de parcerias particulares, algo que a autarquia já começou a fazer.

Relativamente ao processo DOP dos cinco concelhos do Pinhal Maior, essa certificação “está mais demorada”, admitiu Ricardo Aires.

Lagar Municipal de Vila de Rei (Foto: CMVila de Rei)

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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