Vila de Rei reduziu as perdas de água de 64.9% para 29,9% em três anos. Foto ilustrativa: DR

Segundo o mais recente estudo da DECO Proteste, divulgado no dia 26 de novembro, Vila de Rei é o concelho do distrito de Castelo Branco que apresenta um preço mais baixo a nível dos serviços de abastecimento de água, saneamento e resíduos sólidos.

O estudo, que analisou os 308 concelhos nacionais, mostra que, para um consumo anual de 120 m3, o consumidor vilarregense paga um total de 213,61€ pelos três serviços. Isto coloca o concelho de Vila de Rei no lugar número 34 com o preço a pagar mais baixo entre os municípios de Portugal Continental.

A Assembleia Municipal de Vila de Rei aprovou já, sob proposta do executivo, que, para o ano de 2025, não haverá aumentos nos serviços de abastecimento de água e saneamento, com o município a oferecer ainda tarifários reduzidos nas taxas de consumo de água para famílias numerosas, portadores de cartões etários municipais e Tarifa Social.

O presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Ricardo Aires, destacou, em nota de imprensa, que “estes preços refletem uma escolha estratégica do Município, ao disponibilizar serviços essenciais a custos reduzidos. Assim, a autarquia opta por prescindir de potenciais receitas, permitindo que esse dinheiro permaneça nas mãos dos habitantes de Vila de Rei, fortalecendo o seu poder económico”.

Segundo o autarca “nos últimos anos, enquanto responsável pelo serviço de abastecimento de água, temos investido significativamente na modernização das infraestruturas, como captações, reservatórios e redes de distribuição. Apesar disso, conseguimos manter os preços acessíveis. Quero também sublinhar que a qualidade da água fornecida tem registado melhorias contínuas e sustentadas, oferecendo aos consumidores um nível elevado de segurança e excelência, mesmo perante normas regulatórias cada vez mais rigorosas”, lê-se em nota de imprensa.

Atualmente, “os nossos sistemas de abastecimento de água e saneamento apresentam um elevado nível de sustentabilidade, resultado dos investimentos e melhorias realizados nos últimos anos. Graças a este esforço, foi possível manter os preços inalterados para o próximo ano. A água é um recurso indispensável e limitado, e todos devemos contribuir para o seu uso responsável, evitando desperdícios”, concluiu o presidente.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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