Miradouro de Fernandaires, em Vila de Rei. Foto: CMVR

O executivo municipal entendeu ser oportuna a realização de um protocolo com o Turismo de Portugal, sob a alçada do ‘Plano de ação de Formação +Próxima’, para identificar e capacitar os agentes turísticos locais, e assim suprimir as lacunas identificadas, tendo como consequência o impacto positivo na qualidade de prestação de serviços disponibilizados pelos mesmos, com vista a atingir um grande objetivo: capacitar o território na “Arte da Hospitalidade”. A proposta foi aprovada na sexta-feira, dia 3 de fevereiro, por unanimidade, em reunião de Câmara.

O Programa de Formação, tem então como objetivo “a elevação da qualificação dos trabalhadores do setor” do turismo. “O Município aproveita uma ferramenta que lhe é atribuída via Turismo do Centro, que está disponível para todos os municípios deste país, no qual há a disposição das entidades formativas creditadas pelo Turismo de Portugal em atribuir formação aos territórios e aos seus agentes”, disse o vice-presidente da autarquia.

“Perante isto”, continuou, “e estando o Município a desenvolver um Plano de Desenvolvimento Turístico juntamente com o Instituto Politécnico de Portalegre e de Castelo Branco, o que foi solicitado junto da nossa equipa foi identificar junto dos nossos operadores quais são as principais lacunas em termos formativos, no sentido de as poder colmatar via esta oportunidade que nos é facultada”, explicou aos jornalistas Paulo César Luís, à margem da reunião de Câmara.

Para tal foi estabelecido um protocolo, “ao mesmo tempo a equipa está a trabalhar junto dos operadores e de todas as entidades que, de uma forma direta ou indireta estão associadas ao turismo, e procurar conferir mais qualidade de serviço a quem nos visita mas, sobretudo, a quem cá está, que pode potenciar um serviço de melhor qualidade”, explicou o vice-presidente.

O autarca acrescentou que o Turismo do Centro disponibilizou uma listagem no sentido de melhor identificação de potenciais lacunas, que estão agora em processo de apuramento.

Uma vez identificadas as lacunas, segundo Paulo César, essa informação será comunicada ao Turismo do Centro para “de imediato começarmos a abertura de inscrições e de avançarmos com os cursos”, o que deve acontecer ainda antes do verão.

Reunião de Câmara Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

Este programa tem como intuito capacitar, massivamente, os colaboradores do setor, de uma forma mais próxima e de acordo com as metodologias utilizadas recentemente: formação digital e presencial, com conteúdos adaptados às necessidades de futuro do setor, ao longo de todo o território nacional, adaptada à diversidade das empresas de turismo e extensível a toda a cadeia de valor do Turismo, contribuir para a melhoria das competências dos colaboradores das empresas do turismo e conexas, e contribuir para um maior conhecimento das autarquias e dos seus agentes, através de processos de upskilling e reskilling de modo a acrescentar valor ao tecido empresarial local e aos territórios.

Os seus destinatários serão os profissionais do setor do turismo, mas também aqueles que se
entenderem relevantes para atingir os objetivos propostos (sobretudo profissionais do setor público,
nomeadamente regional e local). Para realizar este Programa, o Turismo de Portugal identifica como Parceiros estratégicos as Autarquias, enquanto agentes +próximos da realidade local e mobilizadores da mudança estratégica que se pretende alcançar no território em que se inserem.

As diretrizes do Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico de Vila de Rei para o horizonte
2030 alinham-se com as previamente definidas pelo Turismo de Portugal. Destarte, como anteriormente explicado, considera-se imperativo a realização de um diagnostico de necessidades formativas e de capacitação e formação dos agentes para colmatar as falhas identificadas.

Dentro de dias decorrerá uma reunião com a equipa que trabalha no Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico de Vila de Rei e o executivo municipal para “um ponto de situação”.

Paulo César deu conta de terem ocorrido reuniões com os agentes turísticos “têm definido e têm trabalhado com eles a oferta de pacotes integrados de atividades” paralelamente “estão a trabalhar no sentido de identificar as lacunas visando o plano formativo” também inscrito no Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico “e ao mesmo tempo também, faz parte do plano formativo, assistir e ser parte integrante” do primeiro Encontro Nacional de Turismo em Espaço Rural, que vai decorrer na Sertã do qual o Município de Vila de Rei é entidade patrocinadora, deu conta.

O autarca explicou que o executivo tenta transmitir a ideia que “Vila de Rei é o centro do mundo” e que, portanto, além das praias fluviais, da Rota da EN2, do Centro Geodésico e da floresta, “tem mais miradouros, conheiras, percursos pedestres. Tem uma centralidade de serviços que é única. Fomos bafejados pela sorte”, salientou.

ÁUDIO: VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VILA DE REI, PAULO CÉSAR LUÍS

Apesar de ainda não ter em sua posse os números do turismo no concelho relativos a 2022, Paulo César Luís assegura “um crescimento acentuado no número de camas em alojamento local”, tendo avançado que a estalagem/hotel em Vila de Rei vai reabrir em breve.

“Dentro de um mês o nosso hotel vai abrir e vai mais do que duplicar o número de camas que tinha anteriormente, o que é extremamente útil para nós, para quem nos visita e para a Rota da EN 22”, uma vez que o hotel se situa “muito próximo do marco central da EN2”, concluiu.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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