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O executivo municipal de Vila de Rei entende que “a educação ambiental é parte integrante da educação para a cidadania assumindo, pela sua característica eminentemente transversal, uma posição privilegiada na promoção de atitudes e valores, bem como no desenvolvimento de competências imprescindíveis para responder aos desafios da sociedade do século XXI”. E por isso aprovou por unanimidade a Estratégia de Educação Ambiental para 2023.

Com esta estratégia a autarquia “pretende incentivar a introdução de temáticas transversais, contribuir para a mudança de comportamento e de atitude face ao ambiente, não só por parte dos jovens e crianças a que se destina, como também por parte das suas famílias e das comunidades em que se inserem”.

As atividades de sensibilização e educação ambiental serão propostas e dinamizadas pelo Gabinete de Ambiente e Espaços Verdes e englobam “um programa de iniciativas que visam cativar a população, proporcionando momentos de aprendizagem e reflexão sobre diversos temas ambientais”.

A estratégia de educação ambiental apresenta um conjunto de atividades e projetos dirigidos aos Estabelecimentos de Ensino, Instituições Particulares de Solidariedade Social e à população em geral, que têm por missão, “promover o acesso à informação e às boas práticas ambientais com vista à alteração do paradigma civilizacional e de comportamentos que traduzam uma maior e melhor consciência ambiental”.

Reunião de Câmara Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

Entre as iniciativas contam-se: “Um dia a pedalar” – esta atividade está planeada a ocorrer em setembro, na Semana Europeia da Mobilidade; “Não te esqueças de desligar a luz” dirigida a toda a comunidade escolar de todos os níveis de ensino, do ensino primário ao Ensino Secundário; “Têxteis circulares sustentáveis – dar, separar e valorizar” – esta atividade está planeada ocorrer em novembro, sendo o mês em que se celebra a semana europeia da prevenção de resíduos (EWWR), igualmente dirigida à comunidade escolar e tem como objetivo incentivar os alunos a dar uma nova vida a roupas ou calçado que já não utilizem ou gostem.

Previsto ainda a atividade “Partilhar ideias de compostagem – o que tens colocado no teu compostor”, para abordar a temática dos resíduos, da correta deposição dos resíduos no compostor e a forma como os munícipes estão a gerir os seus compostores domésticos. Também o “Workshop – Arte de Reciclar” – esta atividade está planeada ocorrer em abril (18 abril 2023 – dia do artesão), sendo o objetivo ensinar aos participantes as diversas formas de reciclar que os artesãos do concelho realizam no seu artesanato. “Workshop de identificação de rochas e minerais” – outra atividade a realizar em junho, com o objetivo de transmitir a importância dos recursos geológicos existentes.

Apesar de Vila de Rei ser um concelho do interior, “O Mar começa aqui” e visa apelar aos alunos a importância que existe nas sarjetas/sumidouros estarem limpas e o que entra para esses locais onde vai parar. Igualmente “Promover o uso eficiente da água da torneira”, no sentido de apelar a que os jovens consumam água da torneira, notando que o consumo de água engarrafada tem enorme impacto na produção de resíduos.

“Visita à Captação e à Estação de Tratamento de Águas” no Dia Mundial da Água (22 de março), “Visita ao Centro de Receção e Transferência de Resíduos”, “Visita a algumas ETAR´S do Concelho” em março e “Visita à destilaria – Como fazer aguardente de medronho?”.

“Geotrail pelo património geológico do Codes” pensada para ocorrer em maio para a transmissão da importância dos recursos geológicos existentes. “Revitalização dos ecossistemas – Queres plantar uma árvore com o teu amigo?” dirigida aos alunos do 7ºano, 8ºano, 9ºano, no Dia Mundial da Árvore. “Ebook trimestral sobre temas alusivos ao ambiente” e ainda “Campanha – Quando saíres da praia fluvial, não te esqueças de levar o teu lixo”.

O objetivo do Município de Vila de Rei passa por “estabelecer um compromisso colaborativo, estratégico e de coesão na construção da literacia ambiental em Portugal que, através de uma cidadania inclusiva e visionária, conduza a uma mudança de paradigma civilizacional, traduzido em modelos de conduta ambientalmente sustentáveis”.

É também objetivo desta estratégia de Educação Ambiental: “Sensibilizar os cidadãos para a necessidade de melhorar a eficiência da utilização de recursos para o desenvolvimento sustentável dos ecossistemas; Incutir noções, hábitos e práticas de reciclagem de resíduos orgânicos e valorizáveis; Divulgar e apoiar projetos que promovam o envolvimento da população nas questões ambientais; A construção de uma sociedade ecologicamente responsável, economicamente viável, culturalmente diversa, politicamente atuante e socialmente justa; Incentivar a participação ativa, permanente e responsável da comunidade na proteção e preservação do ambiente e da qualidade de vida; Organizar eventos, palestras e dias comemorativos, sobre variados temas de cariz ambiental; Promover e acompanhar visitas de estudo a algumas infraestruturas de interesse ambiental, como o Centro de Receção e Transferência de Resíduos e a Estações de Tratamento de Água; As propostas de atividades presentes na estratégia têm como base os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) preconiza – “Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável”, lê-se nos documentos técnicos que sustentam a proposta aprovada em reunião de Câmara no dia 6 de janeiro.

A estratégia privilegia um trabalho temático e transversal e tem os seguintes eixos temáticos: Descarbonizar a sociedade; Tornar a economia circular; Valorizar o território; Sensibilização e Informação Ambiental.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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