Dois anos depois do encerramento, Loja dos CTT reabre em Vila de Rei. Foto: mediotejo.net

O BE e o PSD criticaram hoje o anunciado encerramento de estação dos CTT de Vila de Rei, naquele que os bloquistas referem ser “o terceiro encerramento no distrito de Castelo Branco no espaço de poucas semanas”.

Em nota de imprensa, a Comissão Coordenadora Distrital de Castelo Branco do Bloco de Esquerda diz que “poucos dias depois de ter denunciado o plano que se encontra em marcha para o encerramento de todas as estações CTT que não tenham balcão do banco CTT”, assiste-se à “confirmação desta denúncia” e, desta vez, “trata-se da estação de Vila de Rei que irá encerrar, continuando a senda de encerramentos de serviços no Interior” do país.

“A população de Vila de Rei ficará privada do acesso a um serviço indispensável ao seu bem-estar”, critica o BE, tendo acrescentado estar “a estudar ações de luta que conduzam ao impedimento do encerramento de estações e reversão da privatização danosa dos CTT”.

A concelhia do PSD de Vila de Rei, por sua vez, está a apelar aos comerciantes que “não aceitem” a proposta dos CTT em assegurarem o seu serviço, “obrigando-os a manter as suas instalações e o serviço que atualmente prestam”, pode ler num comunicado dos social-democratas.

Segundo o PSD, “a direção dos CTT decidiu proceder à reestruturação dos serviços, iniciando um processo de encerramento de serviços, e em alguns casos, à sua diminuição, com a passagem de estações para postos dos CTT”.

Nesse sentido, segundo a estrutura social-democrata, “foi comunicado que a estação dos correios de Vila de Rei irá dar lugar a um posto, podendo este ser colocado ao serviço das populações em qualquer outro local, sendo este possível de ser prestado por outra entidade que não os próprios CTT”.

O PSD de Vila de Rei entende que “esta medida constitui mais um atentado ao desenvolvimento” do concelho, “à prestação de serviços de proximidade” das suas gentes, “e à sua própria qualidade de vida”, tendo criticado o Governo por “continuar a ignorar as dificuldades crescentes de todos aqueles que continuam a acreditar no Interior”.

Agência de Notícias de Portugal

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