Vila de Rei aprovou Plano de Educação Ambiental que visa envolver a população do concelho. Foto: DR

A Estratégia de Educação Ambiental pretende estabelecer um compromisso colaborativo, estratégico e de coesão na construção da literacia ambiental que, através de uma cidadania inclusiva e visionária, conduza a uma mudança de paradigma civilizacional, traduzido em modelos de conduta ambientalmente sustentáveis.

A estratégia inclui um conjunto de atividades a desenvolver ao longo do ano de 2024, destinadas a toda a população e que serão atempadamente divulgadas pelo Município de Vila de Rei:

  • Aquatrail – Abraçar a Natureza;
  • Conhecer e proteger a fauna que nos rodeia;
  • Desenha o teu líder;
  • Educar ‘pequenos-grandes’ líderes;
  • Elege o teu líder na praia;
  • Lixo, aqui não!;
  • Separar e valorizar os bioresíduos;
  • Vamos pedalar!;
  • Visita à captação e estação de tratamento de água;
  • Visita ao Centro de Receção e Transferência de Resíduos;
  • Visita a ETARs do Concelho.

A esse propósito o deputado municipal do Partido Socialista, Miguel Jerónimo, perguntou se “havia uma crise de liderança” em Vila de Rei, devido à designação de três iniciativas relacionadas com “lideres”, e defendeu a inclusão de três eixos temáticos que, no seu entender, têm de ser adaptados ao território.

Considerou ainda que “não estão devidamente trabalhados” os pontos relacionados com a água e a prevenção dos incêndios, inexistentes nos onze pontos apresentados. Concluiu com a questão do voluntariado, “uma excelente ferramenta no âmbito da cidadania ativa”, não notando “peso significativo”.

Assembleia Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

Também o presidente da Assembleia Municipal, Paulo Sérgio Duque de Brito, considera a área da Educação “importante” e também a área dos Bio resíduos e dos Biocombustíveis que considera poderem ser “áreas mais reforçadas”.

Em resposta, o presidente da Câmara em exercício, Paulo César Luís, explicou que estes são documentos que “não estão fechados e podem vir a ser melhorados”, tendo feito notar que os eixos da água ou prevenção de incêndios foram temas debatidos “em todas as associações” do concelho de Vila de Rei.

Estas atividades de sensibilização e educação ambiental visam cativar a população, proporcionando momentos de aprendizagem e reflexão sobre diversos temas ambientais. As iniciativas serão dirigidas a Estabelecimentos de Ensino, Instituições Particulares de Solidariedade Social e à população em geral, promovendo o acesso à informação e às boas práticas ambientais.

Assembleia Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

A Assembleia Municipal aprovou também por unanimidade, na mesma sessão o Plano Municipal de Ação Climática de Vila de Rei, apesar da bancada do PS considerar um documento “muito geral e pouco mensurável” defendendo que “se comece agora um modelo participativo”.

Recordou-se que as alterações climáticas constituem uma das nossas maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que a nossa sociedade irá enfrentar.

O Plano agora aprovado prevê 17 medidas, umas de mitigação e outras de adaptação às mudanças previsíveis, no intuito de minimizar os efeitos negativos das alterações climáticas nos ecossistemas e na qualidade de vida da população, e diminuir as fragilidades do território face ao cenário das alterações climáticas e, simultaneamente, adotar medidas que contribuam para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Este plano irá assim dar continuidade aos trabalhos da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Vila de Rei, aprovada a 27 de fevereiro de 2020, sendo este o primeiro instrumento definidor de grandes linhas orientadoras, de médio e longo prazo, do Município de Vila de Rei para responder às alterações climáticas.

As projeções climáticas para o município de Vila de Rei apontam, entre outras alterações, para uma potencial diminuição da precipitação total anual e para um potencial aumento das temperaturas, em particular das máximas no outono e verão, intensificando a ocorrência de verões mais quentes e secos. É projetado, ainda, um aumento da frequência de ondas de calor e de eventos de precipitação intensa ou muito intensa.

Estas alterações poderão implicar um conjunto de impactos sobre o território municipal bem como sobre os sistemas naturais e humanos que o compõem. Mesmo na presença de respostas fundamentadas na adaptação e mitigação planeada aos cenários climáticos futuros, existirão sempre riscos climáticos que irão afetar o município em múltiplos aspetos ambientais, sociais e económicos. Torna-se por isso fundamental a análise, desenvolvimento e implementação de um conjunto coerente e flexível de opções de adaptação e mitigação que permitam ao município estar melhor equipado para lidar com os potenciais impactos das alterações climáticas, bem como tomar partido de potenciais oportunidades.

Rosa Martins, vereadora responsável pelo pelouro do ambiente destacou que “queremos, devemos e temos que estar preparados para esta nova realidade, de forma credível e coerente. Juntos, e com a participação de todos, podemos construir um Concelho de Vila de Rei mais sustentável, atraente, dinâmico e atrativo, ainda com melhores condições de vida para nós e para aqueles que nos visitam. O Município de Vila de Rei tem vindo, ao longo dos últimos tempos, a apostar na criação e dinamização de uma cultura socioeconómica virada cada vez mais para o desenvolvimento sustentável. E com este Plano, é nosso objetivo anteciparmos os fenómenos associados e desencadearmos as ações de adaptação e mitigação adequadas, com vista a salvaguardar a proteção do ambiente, das pessoas e dos bens”.

Também relativamente a este documento, Paulo César Luís disse que “está aberto a receber contributos”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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