A Assembleia Municipal de Vila de Rei votou e aprovou, em reunião realizada no dia 20 de novembro, “as medidas discriminatórias sobre os critérios e as pessoas”, na sequência das medidas de apoio pós-incêndios criadas pelo Estado.

A tomada de posição apresentada refere que “urge uniformizar as medidas de apoio a todo o território afetado pelos incêndios, três propostas apresentadas pela bancada do PSD que visavam apelar ao Governo para “restabelecer a igualdade entre todos os portugueses”, fazendo referência ao “tratamento discriminatório” nas medidas de Apoio aos Agricultores, Alimentação para Animais, Apoio a Empresas e Contribuintes afetados e à “não inclusão de Vila de Rei no projeto de cadastro florestal”.

Foram, desta forma, apresentadas e votadas as seguintes propostas: Instar o Governo de Portugal a acabar com as medidas discriminatórias sobre os territórios e as pessoas, uniformizando as medidas de apoio a todos os territórios afetados pelos incêndios de 2017, independentemente da sua data de origem (aprovado por unanimidade); Instar a tutela a incluir o Município de Vila de Rei no projeto piloto do cadastro simplificado e no projeto de reflorestação, evitando assim a criação de um enclave de desordenamento florestal, bem no Centro de Portugal (aprovado por maioria, com abstenção do PS); Instar a Unidade de Missão para a Valorização do Interior a assumir o seu verdadeiro papel e a propor e implementar verdadeiras medidas de valorização do interior e de coesão territorial, de forma integrada e coerente (aprovado por maioria, com abstenção do PS).

Para Ricardo Aires, Presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, “a tomada de posição que aqui foi apresentada e aprovada pretende mostrar o nosso descontentamento com as medidas tomadas pelo Governo, que julgamos ser discriminatórias para com o Concelho de Vila de Rei. Todos os apoios criados são indiscutivelmente importantes no apoio às populações e territórios afetados, porém torna-se incompreensível a abrangência dos mesmos, deixando o nosso Concelho invariavelmente de fora destas medidas”, disse o autarca.


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Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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