Centro geodésico de Portugal situa-se em Vila de Rei. Foto: CMVR

O Assembleia Municipal de Vila de Rei aprovou, por maioria, com os votos favoráveis do PSD, a proposta do executivo para o orçamento de 2025. O mesmo está cifrado em perto de 13.7 milhões de euros (ME), um aumento de 3,92% em comparação com o orçamento do ano em curso, e que se traduz no maior orçamento de sempre do município. A aprovação ocorreu na sessão ordinária realizada a 26 de novembro.

Este orçamento engloba a continuidade de obras como a construção de Habitação a Custos Acessíveis (5 blocos habitacionais com 30 fogos e 5 moradias), a reabilitação da Escola Básica e Secundária de Vila de Rei, as infraestruturas do Vale Galego – Zona 3, Requalificação Urbana de São João do Peso – 1.ª Fase, a beneficiação de diversos arruamentos no Concelho e a construção do ponto central da EN2.

Para o novo ano e para este orçamento, estão também previstos novos trabalhos, nomeadamente a requalificação da antiga Creche, Infraestruturas do Vale Galego – Zona 4, requalificação do auditório e Salão Nobre, beneficiação de arruamentos no Concelho e aquisição de um veículo Florestal de Combate a Incêndios.

O orçamento aprovado mostra ainda que, a 31 de outubro de 2013, o município apresentava dividas de empréstimo no valor de 2.036.908,21€ (dois milhões e trinta e seis mil e novecentos e oito euros e vinte e um cêntimo) e que, a 30 de outubro de 2024, são já apenas de 435.887,67€ (quatrocentos e trinta e cinco mil e oitocentos e oitenta e sete euros e sessenta e sete cêntimos).

De realçar também que o valor do desconto de 2,5% que o Município oferece no IRS aos seus munícipes era de 17.093,50€ (dezassete mil, noventa e três euros e cinquenta cêntimos) em 2013 e que, em 2025, será de 54.275,00€ (cinquenta e quatro mil, duzentos e setenta e cinco euros).

Segundo o executivo municipal, o orçamento de Vila de Rei para o próximo ano “mantém o foco no apoio às famílias e empresas, promovendo a coesão social, a proteção civil e a habitação. Além disso, aposta em investimentos estruturais em áreas prioritárias, com o objetivo de garantir um desenvolvimento sustentável e equilibrado do concelho, ao mesmo tempo que procura atrair novos investimentos. Juntamente com os novos projetos, permanecem em vigor os apoios existentes para a população e para o tecido económico local, com medidas que visam assegurar e melhorar a qualidade de vida dos habitantes”.

Assembleia Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

O presidente da autarquia de Vila de Rei sublinha que “este orçamento combina ousadia com realismo, priorizando sempre as necessidades das pessoas e das empresas do concelho. Os apoios e investimentos planeados vão permitir um desenvolvimento sustentável e criar condições para atrair novos residentes e investimentos”.

Ricardo Aires realça ainda que “este, que é o maior orçamento de sempre, engloba duas obras que consideramos estruturantes para o futuro de Vila de Rei: a reabilitação da Escola Básica e Secundário e a construção dos fogos habitacionais no loteamento do Vale Galego. Estes trabalhos – que não constavam no programa eleitoral e que, mesmo assim, conseguimos executar – permitem-nos encarar o futuro com confiança redobrada, pois sabemos que, apesar de as conseguirmos estar a executar, estamos ainda a conseguir reduzir a dívida do município e a evitar possíveis constrangimentos e limitações às gerações futuras”.

O autarca destaca igualmente que as intervenções previstas têm como propósito melhorar a qualidade de vida dos vilarregenses, promovendo o bem-estar e desenvolvendo infraestruturas que impulsionem o crescimento local. “Estas iniciativas são também um compromisso com o futuro, ao assegurar melhores condições, tanto para as gerações de hoje, quanto para as futuras”, concluiu.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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