Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030 (PAPERSU)

O Plano de Ação para a Aplicação do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030 (PAPERSU) de Vila de Rei foi aprovado, por unanimidade, em Assembleia Municipal no passado dia 1 de fevereiro.

Com um horizonte temporal até 2030 e um investimento previsto de 3,8 milhões de euros, o plano pretende identificar e definir os projetos e iniciativas a implementar para potenciar uma correta separação e valorização dos resíduos.

No total, estão previstas 12 medidas que pretendem mudar comportamentos e transformar a prestação do serviço, com incremento da reciclagem e da redução no envio de resíduos para aterro, numa perspetiva de economia circular, em que os resíduos são encarados como um recurso e não como desperdício.

Assembleia Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

A estratégia e ações descritas no PAPERSU agora aprovado visam dar cumprimento ao Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 30/2023, de 24 de março e ao disposto no Regime Geral de Gestão de Resíduos, que se traduzem em medidas a adotar para cumprimento das ambiciosas metas ambientais europeias até 2035.

Relembrando, que as Metas Ambientais Europeias a que Portugal está sujeito entre 2030 e 2035 são consideradas “muito exigentes”. A Meta da Reciclagem implica atingir entre 60% e 65% do total dos resíduos urbanos existentes, e a Meta de Deposição em Aterro em 2035 não poderá ultrapassar os 10% da totalidade dos resíduos urbanos tratados, o que naturalmente impõe uma alteração profunda aos hábitos da população portuguesa.

Deste modo, prevê-se um acompanhamento e uma monitorização contínua do sistema, transversal a todas as medidas e ações previstas no PAPERSU, com vista a melhorar o desempenho de forma progressiva do Município, e a assegurar a qualidade do serviço prestado.

A vereadora responsável pelo pelouro do Ambiente, Rosa Martins, destacou que “com este plano pretendemos contribuir para uma maior prevenção de resíduos, um aumento da preparação para reutilização, reciclagem e outras formas de valorização dos resíduos urbanos, e deste modo contribuir para a concretização de uma economia cada vez mais circular”.


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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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