O atleta André Alves, natural de Vila de Rei, alcançou o 11.º lugar na categoria Master 40 no Campeonato do Mundo Masters de Skyrunning 2026, competição disputada nos dias 3 e 4 de julho, onde representou Portugal pela primeira vez.
A estreia ao serviço da Seleção Nacional ficou marcada por uma prestação consistente numa prova considerada de elevada dificuldade, disputada em ambiente de montanha e caracterizada por fortes desníveis, zonas rochosas e passagens técnicas que, em alguns troços, obrigaram os atletas à utilização de capacete, arnês e mosquetões.
Perante um percurso particularmente exigente, André Alves conseguiu terminar entre os melhores classificados da sua categoria, demonstrando resistência física e capacidade de adaptação às dificuldades do traçado.
No final da competição, o atleta destacou a satisfação pela estreia em Campeonatos do Mundo e pelo facto de poder representar não só Portugal, mas também o concelho de Vila de Rei.
“Foi uma experiência fantástica e muito exigente. Estou feliz por ter representado o nosso país e, acima de tudo, Vila de Rei. Alcançar o 11.º lugar na categoria Master 40, na minha primeira participação neste Campeonato do Mundo, deixa-me naturalmente satisfeito”, afirmou.
André Alves aproveitou ainda para agradecer o apoio recebido ao longo da preparação e da competição, dirigindo uma palavra de reconhecimento à equipa técnica, aos colegas do CAFZ e da Seleção Nacional, à Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, bem como à família, amigos e a todos aqueles que acompanharam o seu percurso.
A prestação mereceu também o reconhecimento do município de Vila de Rei, que felicitou o atleta pelo resultado alcançado, considerando que o desempenho constitui um motivo de orgulho para o concelho e evidencia a dedicação e o talento dos atletas vilarregenses em competições internacionais.

O skyrunning é uma modalidade extrema de corrida de montanha que se desenvolve em altitudes elevadas, caracterizada por subidas íngremes e passagens altamente técnicas.
Ao contrário do trail running convencional, o skyrunning está intimamente ligado ao alpinismo, desafiando os atletas a correr “onde a terra encontra o céu” em trilhos que exigem, por vezes, o uso das mãos (escalada de grau II da escala UIAA) ou bastões para progredir.
