O presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei (à esquerda) durante a sessão de Assembleia Municipal

A Assembleia Municipal de Vila de Rei aprovou por maioria, com três abstenções dos deputados municipais do PS, o relatório de Prestação de Contas referente ao ano 2017 em sessão ordinária realizada na terça-feira, dia 24 de abril.

O relatório de Prestação de Contas relativo ao Exercício de 2017 da Câmara Municipal (CM) de Vila de Rei foi aprovado por maioria com a bancada do Partido Socialista a abster-se.

O deputado municipal Helder Antunes da bancada do PSD salientou a diminuição do custo com o pessoal na CM, destacando o limite da dívida dizendo estar “bastante” controlado. Refere ainda valor de quase meio milhão de euros no âmbito dos apoios às associações e empresas de investimento na economia local. Observa também que as receitas dependem cada vez menos do Estado central.

O social democrata refere igualmente a existência de alguma compensação com os fundos comunitários. Conclui considerando que o relatório de contas espelha o esforço que o Município tem feito para a qualidade de vida das pessoas, realizando um “bom trabalho”.

A bancada social democrata

O presidente da CM Vila de Rei, na abordagem ao relatório de contas do ano 2017, considerou ser “uma prestação de contas que está de saúde e recomenda-se”, com um nível de execução “acima do que a lei estipula, acima dos 85%”, destacando ainda o aumento de investimento e diminuição do prazo médio de pagamento a fornecedores

Para Ricardo Aires (PSD) o aumento do investimento de 2016 para 2017, o prazo médio de pagamentos aos fornecedores passou de 31 dias (2016) para 15 dias, e a margem de endividamento de 5 milhões de euros, que vem permitir “um plafond” para o Município poder fazer obra ou outro tipo de investimento necessário.

Já do lado da oposição, os deputados municipais do PS observaram que “os principais indicadores merecem a concordância” dos socialistas, mas acusam falta de tempo para análise do documento. O deputado Carlos Dias disse ser “impossível” fazer uma leitura na íntegra mesmo recorrendo a assessores”. Também Fernando Martins (PS) queixa-se da falta de tempo para estudar o relatório, assegurando que demorou “um dia inteiro” a ler os documentos técnicos, dando conta de tal disponibilidade apenas por via de se encontrar hospitalizado.

A bancada do Partido Socialista

Ricardo Aires garante que a Câmara Municipal “está a cumprir a legislação” e disse que os deputados municipais devem preocupar-se em perceber se o Executivo “está a cumprir a Lei dos Compromissos, se temos pagamentos em atraso, se temos uma poupança eficiente e se os investimentos a que nos propusemos estão a ser feitos ou não. Isto é o resumo de uma prestação de contas”, afirmou.

Carlos Dias interveio para sublinhar que “não deve ser o presidente da Câmara a dizer quais as preocupações do PS” na análise de prestação de contas.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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