Dornes, Ferreira do Zêzere Foto: DR

“Guilherme e o achamento da Senhora do Pranto”, um livro de Nuno Garcia Lopes com ilustrações de Márcia Santos, é o terceiro volume da colecção Lendas e Narrativas de Ferreira do Zêzere, cujo lançamento ocorreu na quinta-feira, dia 12 de novembro, na Escola Pedro Ferreiro, naquela vila.

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Nuno Garcia Lopes num momento de apresentação do seu mais recente livro

A colecção é uma iniciativa da Fundação Maria Dias Ferreira, destinada ao público infanto-juvenil e que tem como objectivo agregar as histórias, lendas e contos mais significativos do concelho de Ferreira do Zêzere, contribuindo, assim, para a divulgação do rico património cultural ali existente. Numa primeira fase foram publicados quatro livros, a que se seguirão mais oito.

Para o escritor tomarense é mais uma incursão no universo das lendas, depois da edição, em 2010, de “O dia em que choveu pétalas”, a adaptação para o público infantil da história de Santa Iria, padroeira da cidade nabantina.

capa_GuilheremeA partir dos diversos relatos escritos que existem da lenda do achamento da Senhora do Pranto e da consulta das principais fontes históricas sobre o local, o autor concebeu uma narrativa em que a deslumbrante paisagem de Dornes (sítio deste enredo) é o campo de acção de Guilherme, destemido cavaleiro criado a partir da figura de Guilherme de Pavia, à época responsável por aqueles domínios.

“Guilherme e o achamento da Senhora do Pranto” vai agora ser apresentado na Biblioteca Municipal de Tomar, dia 27 de Novembro, pelas 10 horas da manhã, constituindo o primeiro momento do programa comemorativo dos 20 anos de edição literária de Nuno Garcia Lopes, que se completam precisamente nesse dia.

Guilherme_1Para já, será possível conhecer os quatro livros, as ilustrações originais e mais pormenores sobre os seus autores na exposição patente na Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere até 30 de Novembro.

 

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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