Depois de brilhar nos Jogos da CPLP em 2025, com três medalhas de ouro, Laura Agostinho realiza o sonho da Seleção Nacional e leva Abrantes ao Europeu Sub-18. Foto: ASE

O sonho tornou-se oficial. A abrantina Laura Agostinho, de apenas 16 anos, foi convocada para representar Portugal no Campeonato da Europa de Atletismo Sub-18, que decorre entre 16 e 19 de julho, em Rieti, Itália. A convocatória foi divulgada esta terça-feira pela Federação Portuguesa de Atletismo, que selecionou 33 atletas para integrarem a Seleção Nacional. Laura competirá nos 200 metros e na estafeta medley.

A confirmação chega depois de uma época de afirmação da jovem velocista da Academia Susana Estriga (ASES), coroada no último fim de semana com os títulos nacionais de sub-18 nos 200 metros e nos 100 metros barreiras, além da subida ao primeiro lugar do ranking nacional dos 200 metros.

Mas, para além do sucesso desportivo, a convocatória tem um significado muito maior para o clube e para a cidade.

Na reação à notícia, a Academia Susana Estriga fala num “enorme orgulho” pela chamada da atleta à Seleção Nacional e recorda que Laura garantiu marcas de qualificação em três disciplinas – 100 metros, 200 metros e 100 metros barreiras –, prova da sua qualidade e versatilidade, embora em Rieti venha a competir nos 200 metros e na estafeta medley.

Para Susana Estriga, fundadora da Academia Susana Estriga (ASES) e treinadora de Laura Agostinho, a convocatória representa a concretização de um percurso construído ao longo de cinco épocas de trabalho.

Depois de brilhar nos Jogos da CPLP em 2025, com três medalhas de ouro, Laura Agostinho realiza o sonho da Seleção Nacional e leva Abrantes ao Europeu Sub-18. Foto: DR

“É com enorme orgulho que anunciamos a convocatória da nossa atleta Laura Agostinho para representar Portugal no Campeonato da Europa de Sub-18, em Rieti, Itália”, afirmou.

A treinadora recorda que Laura alcançou marcas de qualificação nos 100 metros, 200 metros e 100 metros barreiras, demonstrando “a sua enorme qualidade e versatilidade”, embora a Federação tenha decidido que a jovem abrantina competirá nos 200 metros e na estafeta medley.

Susana Estriga considera que “esta convocatória é o resultado de cinco épocas de trabalho, dedicação e evolução contínua entre atleta e treinadora” e sublinha que, para a Academia Susana Estriga, “um clube com apenas dois anos de existência, este é um momento histórico que comprova que também no interior do país se formam atletas de excelência”.

Depois de brilhar nos Jogos da CPLP em 2025, com três medalhas de ouro, Laura Agostinho realiza o sonho da Seleção Nacional e leva Abrantes ao Europeu Sub-18. Foto: ASE

A treinadora, que há quase 30 anos se dedica à formação de jovens atletas, entende que a chamada de Laura à Seleção Nacional “representa não só o reconhecimento do talento da atleta, mas também de um percurso de décadas marcado pelo trabalho, competência e paixão pela modalidade”.

Aos 16 anos, Laura Agostinho torna-se assim a primeira atleta da jovem Academia Susana Estriga a integrar uma Seleção Nacional para um Campeonato da Europa, um feito que marca também o atletismo abrantino e projeta o nome de Abrantes numa das mais importantes competições europeias de formação.

Laura Agostinho realiza o sonho da Seleção Nacional e leva Abrantes ao Europeu Sub-18. Foto arquivo: mediotejo.net

A Federação Portuguesa de Atletismo anunciou igualmente que a delegação portuguesa será composta por 50 elementos, chefiada por Domingos Castro, tendo Sara Moreira como Team Leader e Daniela Ferreira como responsável técnica.

A convocatória surge poucos dias depois de Laura Agostinho ter confirmado o excelente momento de forma nos Campeonatos Nacionais de Sub-18, disputados em Beja, onde conquistou duas medalhas de ouro, bateu novo recorde regional dos 200 metros e consolidou o estatuto de uma das maiores promessas nacionais da velocidade.

Agora, segue-se o maior desafio da ainda curta carreira da jovem abrantina: vestir oficialmente a camisola de Portugal num Campeonato da Europa.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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