Obras do novo centro de saúde da Chamusca. Foto: mediotejo.net

Depois de vários concursos desertos e problemas nos projetos, a Câmara da Chamusca tem nesta altura em curso várias obras em simultâneo com estaleiros e constrangimentos no trânsito em vários locais da vila. Na reunião de Câmara de 20 de setembro, o presidente Paulo Queimado fez o ponto da situação dos trabalhos em curso, com enfoque nas empreitadas de regeneração urbana, requalificação da escola secundária, piscinas municipais, e novo centro de saúde. 

As empreitadas de regeneração urbana “estão a andar a bom ritmo”, com trabalhos nesta altura junto ao mercado municipal e a perspetiva de arranque que mais uma fase para a semana, segundo garantiu o empreiteiro.

Quanto à Requalificação da Escola Secundária da Chamusca, as obras começaram no mês de agosto prevendo-se a sua conclusão no ano letivo 2023/2024. O investimento é de 4.3 milhões de euros e o prazo de execução de 545 dias.

Nesta fase inicial do ano letivo, o presidente da Câmara reconheceu haver alguns constrangimentos devido à falta de zonas de cobertura dos recreios. Os trabalhos de cobertura do pátio estão a ser feitos ao fim de semana para não afetar o normal funcionamento das aulas.

A construção do novo Centro de Saúde da Chamusca “está a rolar em velocidade de cruzeiro”, segundo Paulo Queimado. No local já são visíveis as movimentações de terras, armação de ferro e enchimento das sapatas. O desejo do autarca é que daqui para a frente “não haja mais constrangimentos”, uma vez que no início houve necessidade de alterar o projeto e mudar uma linha de média tensão.

É uma obra que custa 1.267.089,88 euros + IVA, adjudicada à empresa ECOEDIFICA, que tem cerca de um ano para concluir os trabalhos.

Nas piscinas municipais, falta concluir a 1ª fase, nomeadamente a zona dos balneários, a parte de eletricidade e alguns equipamentos. Depois disso, a intenção é avançar para a 2ª fase que inclui um novo tanque e a cobertura dos atuais. O respetivo concurso já foi lançado, com um preço base da empreitada a rondar os 2 milhões de euros + IVA.

Em relação à estrada do Pereiro, “ainda este mês arrancam com a obra”, garantiu o autarca da Chamusca. A intervenção prevista a realizar na E.M. 574, está dividida em dois troços distintos, o primeiro troço entre a EN 118 e a localidade de Ulme (com uma extensão aproximada de 3.350 m) e o segundo troço entre Ulme – Casalinho – Semideiro (com uma extensão de 12.300 m). Para esta obra, a autarquia contraiu um empréstimo de 2 milhões de euros.

A empreitada do Arquivo Municipal da Chamusca já foi adjudicado, faltando apenas o visto do Tribunal de Contas, revelou Paulo Queimado. É uma obra cujo investimento ascende a 1 milhão e 300 mil euros.

O objetivo é “a construção de um arquivo municipal com características museológicas, o qual contém salas de trabalho e de tratamento de peças para exposição e ou para o arquivo, que fará cumprir as exigências impostas para imóveis com estas características, permitindo assim, que este desempenhe eficazmente as suas funções e se assuma, localmente, como uma referência, apostando na qualidade estética, ambiental e funcional”, segundo o anúncio do concurso.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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