“A CIM é uma estrutura inovadora e parceira das câmaras municipais, uma referência de governação intermunicipal que queremos continuar a afirmar, mantendo os valores que promovem a coesão territorial”, afirmou Valamatos, após a reunião do Conselho Intermunicipal que decorreu hoje em Tomar.
O autarca, que preside também à Câmara de Abrantes, sublinhou ainda que o novo ciclo será “decisivo na consolidação do trabalho desenvolvido e na maximização dos fundos da programação Portugal 2030”, tendo defendido que a CIM “é um órgão essencial para o desenvolvimento equilibrado do território e para o futuro da região”.
Na sua intervenção, Manuel Jorge Valamatos agradeceu a confiança renovada pelos autarcas do Médio Tejo, reafirmando a continuidade do trabalho de consolidação que a CIM Médio Tejo tem vindo a fazer.

“A CIM é uma estrutura inovadora e parceira das Câmaras Municipais. Uma referência de governação intermunicipal, muito determinada, que se quer continuar a afirmar sempre, mantendo os valores que promovem a coesão territorial”, salientou. “A CIM é um órgão decisivo e muito importante na captação de fundos comunitários para a região no âmbito da programação 2030. É nesta casa que este trabalho é consolidado e se desenvolve a favor de toda uma região para se alcançar um futuro promissor”, declarou.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CIM MÉDIO TEJO:
A eleição de Manuel Jorge Valamatos decorreu mediante a apresentação de uma lista única, aprovada por unanimidade pelos 11 presidentes de câmara que integram o Conselho Intermunicipal. Na sessão foram também reeleitos os vice-presidentes Luís Albuquerque (PSD), presidente da Câmara de Ourém, e Bruno Gomes (PS), presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere.
No secretariado executivo, Miguel Pombeiro foi reconduzido como primeiro secretário executivo, mantendo-se Jorge Simões como segundo secretário.
O novo Conselho Intermunicipal integra ainda seis novos autarcas, eleitos nas autárquicas de outubro: Nelson Cunha (Entroncamento), José Fernando Martins (Mação), Pedro Rosa (Sardoal), Tiago Carrão (Tomar), José Trincão Marques (Torres Novas) e Manuel Mourato (Vila Nova da Barquinha).




Em declarações aos jornalistas, Manuel Jorge Valamatos destacou que o novo mandato será marcado pelo aproveitamento dos fundos europeus Portugal 2030, PRR e Fundo de Transição Justa, bem como pela execução do programa de habitação acessível, que prevê “1.200 habitações num investimento de cerca de 150 milhões de euros”.
O presidente da CIM reafirmou também a defesa da sub-região de proteção civil do Médio Tejo, onde foram aplicados “cerca de cinco milhões de euros em equipamentos e estruturas comuns”, sublinhando que “perder essa estrutura poria em causa uma estratégia que tem funcionado bem”.
Questionado sobre o tema da saúde, rejeitou alarmismos e garantiu que “tudo será feito para defender os serviços e as populações do Médio Tejo”, mantendo “confiança no Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde”.
Sobre o novo mapa das regiões (NUT II), Valamatos afirmou esperar que a criação da Região Oeste, Lezíria e Médio Tejo traga “boas expectativas e crescimento, com um posicionamento relevante do Médio Tejo”.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CIM MÉDIO TEJO:
Questionado sobre o entendimento entre autarcas ao nível da CIM disse que “as questões político-partidárias aqui nunca tiveram grande expressão. Obviamente que cada um de nós é presidente do município, cada um de nós tem responsabilidades perante os seus cidadãos, os seus programas (…), no entanto, aqui, o espírito ultrapassa completamente essas questões político-partidárias, aqui o território é o elemento central das nossas políticas e o Médio Tejo é verdadeiramente aquilo que nos move a todos individualmente e colectivamente”, afirmou Valamatos.
Criada em 2008, a CIM do Médio Tejo abrange 11 municípios do distrito de Santarém — Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha —, cobrindo uma área de 2.715 quilómetros quadrados e uma população de cerca de 210 mil habitantes.
Manuel Jorge Valamatos, de 60 anos, natural do Tramagal (Abrantes), é licenciado em Educação Física e preside à Câmara de Abrantes desde 2019. Foi vice-presidente da CIM entre 2018 e 2023, tendo assumido a presidência após a saída antecipada de Anabela Freitas, então autarca de Tomar.
Nos próximos 30 dias será instalada a Assembleia Intermunicipal, dando continuidade ao processo de constituição dos órgãos do novo mandato 2025-2029.
c/LUSA

Assistímos, munícipes e autarcas passivamente:
À destruição das retretes públicas em várias estações que bem conheço — Barca d’Amieira, Belver, Alferrarede e outras que já seguiram o mesmo destino. Às vezes parece uma tentativa de certos Ministros das Infraestruturas de nos fazer regressar aos “gloriosos” tempos de Lisboa em que se gritava ‘Água vai!’ antes de se atirar toda nojeira pela janela;
Continuamos também a tropeçar nas velhas barreiras arquitetónicas, como se a acessibilidade ao alcance dos deficientes fosse um luxo futurista. O D/L 163/2006 está por cumprir.
Se o território é, como o próprio afirmou, aquilo que verdadeiramente nos move, então que se comece também pelo essencial: respeito, funcionalidade e decência nos espaços que todos partilhamos.
É neste contexto que saúdo a reeleição unânime de Manuel Jorge Valamatos na presidência da CIM do Médio Tejo e dos Vice-Presidentes Luís Albuquerque e Bruno Gomes. Que este novo ciclo, tão focado na coesão territorial, na habitação e na capacidade de captar fundos, possa finalmente ajudar a resolver problemas básicos mas estruturantes, para devolver a dignidade às nossas estações e serviços públicos.