Utentes reivindicam com buzinão investimentos na EN118 e nova ponte na região. Foto: mediotejo.net

No âmbito da semana de luta por melhores acessibilidades e transportes no distrito de Santarém, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) esteve esta quinta-feira no Rossio ao Sul do Tejo onde reivindicou por investimentos na EN118, pela nova ponte sobre o Tejo e pelo fim de portagens na A23 e A13.

No concelho de Abrantes é importante “reparar o piso em alguns troços, reforçar a sinalização vertical e horizontal, manutenção de bermas, vias de água e vegetação “intrusa”, corrigir o traçado sinuoso entre o Tramagal e o Rossio, sensibilização de condutores e população para garantir a segurança nas localidades, como Tramagal, Rossio, Pego e Alvega”, elencou Manuel José Soares, da Comissão de Utentes, presente esta tarde com uma faixa junto ao cruzamento da EN118 com a EN2, para onde defendeu a necessidade de criação de uma rotunda.

VIDEO/UTENTES EM PROTESTO:

“Milhares e milhares utilizam a EN118, quer para a sua vida pessoal quer para a suas atividades profissionais”, disse Manuel José Soares, da Comissão de Utentes, tendo lembrado haver na zona importantes empresas como a Mitsubishi (Tramagal), Ecoparque Relvão (Chamusca), Caima (Constância), Vitor Guedes (Rossio ao Sul do Tejo), a Central Termoelétrica, em Pego, a par de atividades agrícolas, um nó ferroviário, e os Polígonos Militares de Santa Margarida e de Tancos.

“A EN118 é uma via indispensável para todos os que vivem, trabalham ou circulam na margem esquerda do Tejo no distrito de Santarém, da Ponte Enguias/Benavente até Alvega/Abrantes”, afirmaram os manifestantes, tendo reclamado no Rossio de Abrantes uma nova ponte sobre o Tejo, em Constância, e alertando para as dificuldades “sobejamente conhecidas” de travessia do Tejo e Sorraia, nomeadamente em Muge, Chamusca/Golegã, Constância e Coruche”.

“Há dezenas de anos que foi prometida uma nova ponte. É preciso passar dos anúncios aos atos”, defendeu o MUSP, voltando a apontar baterias às vias rodoviárias.

“No plano das vias rodoviárias quer nacionais, quer municipais, que atravessam ou se localizam no distrito de Santarém, são inúmeros os problemas com que os utentes se confrontam, de que são exemplo, a N118 e a N119, a N3, a N114, o IC2, a N357, a N238, bem como inúmeras estradas municipais em cada um dos concelhos deste território. Também, são sobejamente conhecidas as dificuldades de travessia do Tejo e Sorraia, nomeadamente em Muge, Chamusca/Golegã, Constância, Coruche, afirmaram.

Ainda no plano das vias rodoviárias, “é de referir a injusta cobrança de portagens, em zonas desfavorecidas ou na ligação às mesmas, ou em que as ligações alternativas são inexistentes”, como nos casos da A23, da A13, da A15 e da A10, deu conta Manuel Soares.

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos está a promover até sexta-feira uma semana de luta por melhores acessibilidades e transportes/mobilidade no distrito de Santarém, entre 10 e 14 de abril, que envolve diversas ações que estão a ser levadas a cabo, em vários concelhos, pelas comissões locais de utentes.

Utentes reivindicam com buzinão investimentos na EN118 e nova ponte na região. Foto: mediotejo.net

“São diversos os problemas com que as populações são confrontadas, quer no plano das acessibilidades, quer no dos transportes públicos rodoviário e ferroviário, fruto da ausência de investimento público em novas infraestruturas, na manutenção das atuais ou na organização dos espaços e serviços, dificultando cada vez mais o direito à mobilidade que a todos assiste”, sublinhou a organização da iniciativa, tendo ainda considerado “urgente” o combate à sinistralidade rodoviária.

“Uma dezena e meia de mortos, mais de 600 feridos, 45 graves, em mais de 1800 acidentes rodoviários (durante a Operação Páscoa) dão uma ideia clara do drama e problema de saúde pública que é a sinistralidade rodoviária”, afirmou Manuel Soares.

“Haverá muita negligência de condutores (excesso de velocidade, excesso de álcool, má avaliação das condições de condução), mas também muitas vias defeituosas, mal sinalizadas, mal policiadas… e ausência de campanhas de informação e sensibilização por parte das entidades responsáveis. E os meios de informação poderiam fazer um pouco mais”, defendeu.

O buzinão decorreu em simultâneo em cinco pontos da EN118 para exigir a requalificação daquela via da margem sul do Tejo: Benavente, junto às piscinas municipais; Salvaterra de Magos, na rotunda da Praça de Touros; em Almeirim, junto ao Jardim da República; em Alpiarça, no cruzamento junto ao jardim municipal; e, em Abrantes, no Rossio ao Sul do Tejo, no cruzamento com a EN2.

 A semana de luta, que começou no Entroncamento, culmina esta sexta-feira, a partir das 14:00, com visita a rotundas de Torres Novas e distribuição de comunicados aos automobilistas alusivos ao mau estado do piso nas vias daquela cidade, e, a partir das 17:00, com distribuição de comunicados aos utentes dos transportes rodoviários, junto ao Terminal em Santarém.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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