Utentes do Médio Tejo apresentam carta reivindicativa aos candidatos às autárquicas .Foto arquivo: mediotejo.net

Em comunicado, a CUSPMT, estrutura representativa da população de 11 municípios do Médio Tejo, disse que decidiu apresentar uma carta aberta a todos os candidatos autárquicos para “relembrar alguns dos problemas” que gostaria de “ver resolvidos” e que deveriam “merecer a atenção” dos futuros autarcas a eleger na sub-região do Médio Tejo.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da CUSPMT disse hoje que o objetivo é “lembrar a todos os candidatos, aqueles que são conhecidos e aqueles que efetivamente ainda irão aparecer, de que, para as comissões de utentes do Médio Tejo, com mais de 20 anos de existência, há uma questão fundamental: quase a totalidade da qualidade de vida das populações nos diversos concelhos depende da qualidade e da proximidade dos serviços públicos, com a organização do território e das comunidades, no seu todo”.

Nesse sentido, segundo Manuel Soares, “importa que os cidadãos que vão votar e os candidatos que se apresentam às eleições” de 12 de outubro “tenham conhecimento público de quais são os problemas que devem ser resolvidos e quais as reivindicações que os utentes colocam em cima da mesa”.

ÁUDIO | MANUEL SOARES, PORTA-VOZ UTENTES DO MÉDIO TEJO:

Ao nível da saúde, o representante dos utentes apontou a “investimento nas ações de prevenção, instalações e frota de transporte” e de “fazer constante pressão junto da administração central para dotar os serviços de recursos humanos suficientes para as necessidades das populações”, a par do funcionamento permanente das cinco urgências hospitalares, da saúde oral nos centros de saúde, reforço das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e reabertura de extensões de saúde”, como exemplos do que há a melhorar.

Na carta aberta, os utentes defendem ainda a necessidade da “criação de uma rede pública de lares e apoio à terceira idade” e outras faixas mais vulneráveis, e, no âmbito do ensino, a “criação de uma rede pública de infantários e creches”, a par de “mais apoio escolar” e o “acabar com o encerramento das escolas nas zonas rurais”.

A CUSMT elenca ainda questões e propostas ao nível de acessibilidades, água e saneamento, associativismo, energia, cultura e desporto, espaço público, habitação, política fiscal, transportes, proteção civil, segurança, urbanismo, espaço público, telecomunicações e serviço postal, entre outras.

Assinalando que a carta aberta vai ser enviada a todos os candidatos no âmbito da campanha eleitoral, Manuel Soares disse esperar que os candidatos às eleições autárquicas “olhem para ela” e “contribuam para que sejam aplicados” os objetivos enunciados.

“É uma oportunidade para utentes, e população em geral, afirmarem a reivindicação de melhores cuidados de saúde e de serviços públicos no Médio Tejo junto dos responsáveis administrativos, dos municípios e dos candidatos às autárquicas”, declarou.

“Todos os candidatos, se quiserem defender quem vota neles, ou antes da própria eleição queiram apresentar aos eleitores aquilo que defendem, têm aqui uma lista de situações que para nós são importantes e de alguma forma viriam a melhorar a qualidade de vida das populações do Médio Tejo”, afirmou Manuel Soares.

Nesse sentido, concluiu, “é no âmbito da sua intervenção permanente que as estruturas de utentes listam este conjunto de objetivos muito importantes para as populações e que desejamos serem subscritos e apoiados pelas candidaturas às eleições autárquicas de 2025”.

c/LUSA

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