Urgência pediátrica de Torres Novas do CHMT passa a fechar todos os fins de semana. Foto: Lusa

O período de férias dos profissionais de saúde e a escassez de pediatras para completar as escalas na Urgência Pediátrica de Torres Novas, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), impedem um atendimento permanente no verão pelo que aquele serviço vai fechar aos fins de semana, de 15 em 15 dias, entre julho e setembro, disse fonte hospitalar. A Urgência Pediátrica do CHMT vai estar encerrada nos dias 15, 16, 28 e 30 de julho. Em agosto o serviço encerra nos dias 12, 13, 26 e 27 e, em setembro, nos dias 9, 10, 23 e 24.  

“Apesar dos esforços dos profissionais de saúde do Serviço de Pediatria do CHMT para garantir o funcionamento ininterrupto do Serviço de Urgência Pediátrica, não foi possível em tempo útil ultrapassar constrangimentos excecionais que envolvem dois elementos da equipa médica, que, aliados ao período de férias de verão dos profissionais de saúde, adicionaram maior complexidade nas escalas do Serviço de Urgência”, justificou em comunicado o CHMT, que abrange os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

Assim, segundo a administração hospitalar, a urgência pediátrica da Unidade Hospitalar de Torres Novas “vai estar em situação de contingência planeada, operando em rede com as instituições hospitalares da região”, com o atendimento permanente a estar “encerrado de forma programada, quinzenalmente, aos fins de semana, durante os três meses de verão”, de julho a setembro.

Durante o período de funcionamento condicionado, segundo a mesma nota, “os médicos pediatras que se encontram ao serviço do CHMT garantem apenas apoio à urgência interna e aos doentes já admitidos na instituição”.

Por outro lado, acrescenta, “nestes curtos períodos de contingência, os doentes emergentes da região do Médio Tejo que necessitem de assistência inadiável e transporte de ambulância serão reencaminhados diretamente pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), para o Hospital Distrital de Santarém (HDS) ou para o Centro Hospitalar do Oeste, em Caldas da Rainha”.

O CHMT assegura ainda que “os pais das crianças que não tenham conhecimento dos constrangimentos excecionais que vão ocorrer quinzenalmente” no Serviço de Urgência Pediátrica de Torres Novas “terão sempre garantido o registo, observação e triagem da criança, para apurar da gravidade da sua condição de saúde”.

Após a observação da criança pelos profissionais de saúde, “se esta exigir transferência hospitalar para outra unidade, a mesma será assegurada pelo CHMT, com o respetivo acompanhamento por profissionais da instituição especializados em saúde infantil”, afirma o CHMT, de modo a assegurar “segurança e confiança”, num trabalho de articulação em rede.

Esta articulação, “previamente coordenada pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), faz parte da gestão cabal em rede das urgências hospitalares” e “permite assegurar à população previsibilidade, segurança e confiança, otimizando os recursos disponíveis”, pode ler-se.

O CHMT lembra a população que a Urgência Hospitalar “não é a primeira linha de resposta médica” e que, “aos primeiros sinais de doença na criança ou jovem, devem ser iniciados os cuidados gerais em casa, como a hidratação e o antipirético”.

“Antes de qualquer ida a uma unidade hospitalar, deve sempre ligar SNS24 (808242424), uma linha telefónica gratuita de saúde pública, 24 horas disponível, onde profissionais de saúde estão prontos para ouvir, avaliar e encaminhar para a resposta mais adequada – seja o hospital, ou a consulta nos cuidados de saúde primários”, refere.

O CHMT, conclui, “lamenta o inconveniente provocado à população por esta situação, que é excecional, e para a qual a administração continua a tentar encontrar uma solução”.

Segundo uma deliberação da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), oito das 14 urgências de pediatria da região de Lisboa vão estar abertas 24 horas no verão, entre julho e setembro, três vão encerrar às 21:00 e outras têm constrangimentos previstos, como é o caso do CHMT.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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