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A Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), localizada na Unidade de Abrantes, vai estar novamente condicionada por 24 horas, entre as 9h00 deste sábado e as 9h00 de domingo, “por motivo de um acidente incapacitante de um médico obstetra do quadro da instituição, cuja substituição não foi possível assegurar em tão curto espaço de tempo”, avançou a instituição ao mediotejo.net.

No espaço de um mês, esta é a quinta vez que as urgências de Obstetrícia entram em situação de contingência, por falta de médicos para preencher as escalas de serviço, tendo de encaminhar grávidas para outras unidades de saúde.

O CHMT esclarece que nos dias 23 e 24 de julho a Urgência de Obstetrícia “não receberá doentes urgentes transportadas por ambulância” e que “as grávidas e utentes com patologia ginecológica urgente que se desloquem ao Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia do CHMT serão transferidas para outras unidades do SNS da região, num quadro de articulação e funcionamento em rede, que envolve o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, afirma.

O CHMT acrescenta que “irá garantir o transporte das utentes em ambulância, com toda a segurança e o acompanhamento de um enfermeiro especialista da instituição”.

“Durante todo o período de contingência, o Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia do CHMT será assegurado por uma equipa de profissionais de saúde, constituída por um médico obstetra, três enfermeiros especialistas, entre outros elementos (como assistentes operacionais e técnicos de diagnóstico e terapêutica), contando também com o apoio dos Serviços de Cirurgia Geral e de Anestesiologia, que prestarão cuidados de saúde circunscritos a situações de risco de vida iminente”, sublinha.

Segundo o CHMT, “esta equipa está preparada para dar resposta pronta a situações de emergência inadiável – que incluem, por exemplo, a realização de uma cesariana de emergência, ou outra condição de risco de vida iminente, como um parto prematuro, ou uma hemorragia pós-parto”.

“Reafirma-se que o CHMT, os hospitais da região, a ARSLVT – Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e o CODU/INEM se mantêm em estreita articulação, para garantir o normal funcionamento das urgências das maternidades da região”, conclui.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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