Bloco de partos e urgências de obstetrícia e ginecologia, no hospital de Abrantes, estão encerrados este fim de semana. Foto arquivo: Lusa

“O Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia (UGO) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT)”, e respetivo bloco de partos, “vai estar em período de contingência das 09:00 de domingo às 09:00 de terça-feira, período de 48 horas, durante o qual “não receberá doentes urgentes transportadas por ambulância”, disse à Lusa fonte oficial do CHMT.

As grávidas e utentes com patologia ginecológica urgente que se desloquem ao Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia do CHMT “serão transferidas para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da região, num quadro de articulação e funcionamento em rede”, que envolve o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT)”, especificou a mesma fonte, num procedimento que decorre desde julho último.

Neste sentido, e “tendo em conta que o hospital de Santarém vai estar em contingência entre as 08:30 de sábado e as 08:30 de domingo”, as duas instituições hospitalares vão estar “a funcionar em espelho”, no âmbito de um protocolo de cooperação estabelecido entre estas entidades e que prevê a articulação de serviços entre estruturas hospitalares em contingência.

O CHMT estabeleceu igualmente, desde o início de agosto, um protocolo fora da esfera da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), com o Hospital de Leiria, para minorar o impacto dos períodos de contingência da sua urgência de Ginecologia-Obstetrícia.

O CHMT acrescenta que “todas as grávidas que se desloquem pelos seus próprios meios à instituição serão triadas pela equipa de enfermeiros da urgência geral e, se for necessária transferência para outro hospital, a mesma será garantida através de transporte de ambulância, com toda a segurança e o acompanhamento de um enfermeiro especialista” da instituição.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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