“No acumulado do primeiro semestre foram realizados quase 1,6 milhões de exames nas unidades da ULS Médio Tejo, um crescimento de 4,9 por cento face ao mesmo período do ano anterior (ou mais 74.323 exames), sendo que a esmagadora maioria (1,23 milhões) foram análises clínicas”, disse à Lusa fonte da ULS.
A aposta na internalização de grande parte das análises clínicas, radiologia convencional e TAC dos utentes da ULS Médio Tejo havia sido anunciada em 2024 pelo presidente do Conselho de Administração (CA), Casimiro Ramos, tendo indicado na altura que o processo iria incluir a instalação de postos de recolha para análises clínicas em oito unidades de cuidados de saúde primários.
“O modelo já está em funcionamento em oito unidades, nos oito concelhos previstos no projeto, num processo gradual e em estreita articulação com os cuidados de saúde primários”, indicou hoje à Lusa o CA da ULS Médio Tejo.
O serviço ainda não está disponibilizado nos cuidados de saúde primários de Abrantes, Torres Novas e Tomar, concelhos onde, segundo a ULS, “os utentes podem deslocar-se diretamente às unidades hospitalares” para realizar as análises clínicas.
A escolha das unidades abrangidas e a calendarização das colheitas foi organizada de forma a garantir “cobertura regular na totalidade dos concelhos da área de abrangência da ULS, com ciclos rotativos que asseguram uma maior acessibilidade” à população, a par de divulgação da informação.
“Tem sido feito um esforço de comunicação local para melhorar o conhecimento da população sobre este serviço, incluindo ações informativas junto dos utentes, como SMS, divulgação no site e redes sociais”, entre outras, indicou a ULS, tendo destacado “ganhos de eficiência relevantes” com o processo.
“O processo de internalização continua a gerar ganhos de eficiência relevantes, tanto em termos económicos como assistenciais, reforçando a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região”, afirmou, tendo dado conta que “a tendência confirma a viabilidade do modelo e os benefícios esperados no plano da poupança e da qualidade assistencial”.
Segundo a ULS Médio Tejo, o objetivo do projeto “não é uma massificação da internalização de meios complementares de diagnóstico”, mas sim uma “proximidade aos utentes com maiores dificuldades de mobilidade”, tendo indicado que “os benefícios já são percetíveis para muitos utentes”.
“O facto de os utentes poderem realizar análises nas unidades de saúde da sua área de residência, com integração direta dos resultados no seu processo clínico, traduz-se num ganho evidente em termos de acesso, conforto e celeridade no diagnóstico”, realçou a ULS.
Para aquela entidade, o investimento realizado no Laboratório de Patologia Clínica da Unidade Hospitalar de Tomar “foi determinante para reforçar a autonomia técnica da ULS Médio Tejo e está hoje a ser capitalizado de forma estratégica”, tendo lembrado uma capacitação que resultou de um projeto na ordem dos 300 mil euros realizado durante a pandemia.
“A capacidade instalada, que foi fundamental durante a pandemia, continua a prestar um serviço diferenciado à população, agora ao serviço de uma resposta mais integrada e de proximidade no contexto dos cuidados de saúde primários”, declarou.
A ULS do Médio Tejo integrava em 2024 um total de 2.780 trabalhadores, nas mais diversas carreiras e grupos profissionais, três hospitais e 35 unidades funcionais de cuidados de saúde primários, dando resposta direta a cerca de 170.000 utentes de 11 municípios da sua área de abrangência.
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