A Galeria resulta da paixão de António Agudo pela arte e conta com obras de Massimo Esposito, Carlos Santos Marques e Álvaro Mendes. Foto: mediotejo.net

Inaugurada no sábado, dia 18 de novembro, “A Galeria” resulta da paixão de António Agudo pela arte, que viu num espaço “inaproveitado” a oportunidade certa para investir no mundo artístico. “A Galeria sai do meu gosto pela arte, sempre apreciei. Tinha este espaço aqui inaproveitado e achei por bem entrar neste mundo [da arte]. Conhecia alguns pintores que me interessaram e daí ter enveredado por esta área”, conta.

O espaço destina-se à exposição e à venda das obras expostas, convidando os visitantes a conhecer peças de diferentes artistas. Nos planos do proprietário está a difusão da arte e conta que já estão em mente convites a novos autores. “O objetivo é convidar outros artistas, ainda há pouco tempo estive ali a falar com outra artista. É, de alguma maneira, convidar outros artistas aqui da zona e não aqui da zona, como é o caso agora do Carlos Santos Marques, que não é daqui e está a expor”. É difundir a arte “que seja possível”, acrescenta.

O projeto que promete dinamizar o espaço, situado no centro histórico, irá integrar também uma cafetaria e tabacaria. Quanto ao horário do estabelecimento, António Agudo revela que “a Galeria em si, só a galeria, vai estar aberta entre as 15h00 e as 19h00, em princípio todos os dias”.

A inauguração do espaço contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, que felicitou o proprietário por mais um espaço artístico na cidade de Abrantes.

A exposição de inauguração conta com obras de Massimo Esposito, Carlos Santos Marques e Álvaro Mendes, onde o público vai poder encontrar pinturas à base de aguarelas, pinturas com vinho e, ainda, porcelanas.

Da esquerda para a direita, António Agudo, Massimo Esposito, Álvaro Mendes e Carlos Santos Marques. Foto: mediotejo.net

Carlos Santos Marques nasceu em Lisboa e licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Dedica grande parte do seu trabalho à pintura ao vivo, tendo já participado em diversos eventos, em Portugal, Espanha e França. Iniciou a sua atividade artística há mais de 25 anos, mas foi apenas em 2008 que explorou verdadeiramente a técnica da aguarela em que se especializou, obtendo reconhecimento internacional através da atribuição de prémios em Portugal, Espanha e França, onde também já realizou demonstrações de pintura e workshops. Gosta de pintar aquilo que vê e o que lhe proporciona uma boa composição, em que o tema é, de certa forma, “apenas um pretexto para pintar, sem intenção de representar grandes pormenores”.

Aquele que é considerado o mais internacional aguarelista português da atualidade é, também, fundador, coordenador pedagógico e formador da Escola de Pintura Desenho e Aguarela (Linda-a-Velha) e da Academia de Pintura Parque das Nações.

Nasceu em Itália, em 1957 e é licenciado em Artes e com Bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália). Massimo Esposito trabalhou em várias empresas como desenhador publicitário, criador de logotipos e banners. Contudo, cansado deste trabalho, decidiu viajar pela Ásia e América, passando pelo continente africano, com o objetivo de aperfeiçoar as suas técnicas. Foi após estas deambulações que se estabeleceu em Portugal, após 1986, e se dedicou à cópia de antigos quadros para aperfeiçoar ainda mais a sua técnica de pintura a óleo e desenho anatómico.

Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura – o laboratório Il Pittore Italiano, lda – nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Durante este tempo, ensina pintura e desenho, organiza workshops, exposições e desenho de figura humana com modelos profissionais e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

Álvaro Mendes é natural de Sintra, mas é em terras sardoalenses que reside atualmente. Tem percorrido o país em busca da monumentalidade dos maiores e mais históricos edifícios arquitetónicos do país. Feitos maioritariamente em aguarela, os seus trabalhos são exemplo da sua recolha visual, repletos de pormenor e de grande complexidade técnica.

De Sintra ao oceano, a natureza e passando ainda pelo Sporting, diversas são as suas fontes de inspiração. O olhar do pintor que frequentou a antiga Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, transforma-se em pormenores, que aliados de forma meticulosa resultam numa quase “colagem” de detalhes. A arte de Álvaro Mendes é feita, maioritariamente, com recurso a duas técnicas a aguarela. A primeira transpõe a “simplicidade e monocromia”, a preto e branco do ambiente paisagístico dos edifícios. Já a segunda “vive pela grande complexidade da fusão de elementos que dizem respeito ao exterior e ao interior dos monumentos e que se complementam”.

Jéssica Filipe

Atualmente a frequentar o Mestrado em Jornalismo na Universidade da Beira Interior. Apaixonada pelas letras e pela escrita, cedo descobri no Jornalismo a minha grande paixão.

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1 Comentário

  1. Excelente iniciativa merecedora de divulgação e apoios público e privado. Votos de sucesso e obrigado pela peça jornalística.

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