Foram remarcadas para 18 de julho as eleições para as federações do Partido Socialista, um ato eleitoral que estava previsto acontecer em março mas, por força da pandemia covid-19, viria a ser adiado. Como sabem, em Santarém, sou o único candidato à presidência deste Órgão, tendo já tido a oportunidade de apresentar publicamente, a 9 de fevereiro, as razões da minha candidatura. O distrito e o país mudaram em resultado da pandemia. Temos de encontrar novas soluções e respostas.
Recordo nas próximas linhas, em traços gerais, os motivos pelos quais sou candidato a Presidente da Federação do PS de Santarém, uma candidatura que tem como lema “Proximidade e Confiança – um PS para todos”. Considero que existem desafios que importa superar para que a região retome a sua trajetória de desenvolvimento: das infraestruturas ao ambiente, passando pela coesão territorial, no topo da agenda de trabalho está a necessidade de construir um projeto unificador, razão pela qual pretendo ser uma voz pela unidade regional.
A nossa candidatura é uma candidatura onde todos têm lugar. Esta é a única forma de trabalhar! Em tempos de “Fake news”, o comportamento ético de quem está na política deve ser à prova de bala. Devemos dar o exemplo no combate à corrupção, na defesa da transparência no exercício de cargos públicos, de agir contra o compadrio, enaltecer o mérito e não deixar para trás aqueles que lutaram e deram a cara pelo PS ao longo da sua História. Por este motivo, a Federação deve ouvir cada um dos seus militantes, propiciando a participação, a renovação e a oportunidade a novos protagonistas. Devemos combater a desinformação, buscando soluções em diálogo e em proximidade.
Não devemos ter medo da palavra política e devemos, por isso, ter um espaço para chamar todos a participar. Por isso, pretendo continuar com a boa prática da criação de um Gabinete de Estudos e departamentos na federação e pretendo constituir, também, um Conselho Estratégico que vise ouvir toda a região.
É preciso que as novas gerações não se sintam defraudadas e tenham no PS uma porta aberta para o debate. A Juventude Socialista tem por isso uma importante tarefa, de renovação geracional. Também as Mulheres Socialistas podem contar comigo, nos seus duros combates pela igualdade de género e de oportunidades, porque sei que esta é luta de todos pelos direitos fundamentais.
A nossa candidatura tem uma visão de sociedade onde a solidariedade, o combate à desigualdade e a tolerância devem estar em primeiro lugar. Do ponto de vista da economia, devemos estar próximos das empresas e da realidade do nosso tecido empresarial. Por isso proponho agendas temáticas e setoriais que permitam a auscultação do setor.
A educação e a inovação são prioridade na região sendo que este tema terá forte importância no trabalho do secretariado, assim com a saúde e a segurança social. A nossa fileira agrícola é de excelência e devemos potenciá-la. A responsabilidade de termos alguns dos melhores quadros nacionais na matéria são uma inequívoca mais valia. As infraestruturas são um desafio que obriga a conciliação e o departamento dessa área assumirá essa responsabilidade. O transporte ferroviário é, sem dúvida, a prioridade que devemos apostar no país e na região, e em segurança, resolvendo os problemas crónicos da região.
Muitas respostas já foram encontradas para este território, mas devemos ser intransigentes na resolução dos problemas da região. O ambiente e o combate às alterações climáticas são centrais pelo que a descarbonização, os novos desafios verdes, eficiência energética e a utilização de energias limpas são desafios aos quais não podemos deixar de responder. Devemos lutar para a baixa das portagens na A23 e A13 como forma de garantir coesão, mas, simultaneamente, atrair investimento para toda a nossa região.
A demografia e o combate à desertificação do interior vai ser uma prioridade na agenda. As eleições autárquicas são o principal desafio do mandato a que me candidato. O PS, no distrito de Santarém, desde o ano de 2017 é força liderante em 13 dos 21 concelhos, em 14 das assembleias municipais e em 81 das 141 freguesias. Enquanto presidente de federação estarei sempre na primeira linha do combate autárquico, e do reforço do PS na região. Confio nas 21 concelhias eleitas para gerir, em conjunto, com a distrital o processo autárquico.
Estou confiante porque o que me move é apenas defender o que considero que é o melhor para todos os que habitam este território, tendo a minha candidatura como bandeira a defesa de uma maior unidade regional. Uma palavra final de agradecimento a todos os que me acompanham e me dão apoio incondicional. Conto com todos, contem comigo!
