Foi no último fim de semana, bem próximo da nossa região, que se realizou o vigésimo segundo congresso nacional do Partido Socialista (PS). Um congresso é sempre um momento de festa. Falo da Festa da democracia, do debate e da discussão pública. Este congresso não foi exceção. Foi um encontro magno que permitiu preparar o Partido Socialista para os desafios do futuro, nomeadamente as eleições europeias e legislativas do próximo ano.
No decorrer do congresso, tive o privilégio de me dirigir aos congressistas para situar o PS na esfera política e ideológica da esquerda e para sublinhar alguns daqueles que considero que são os principais desafios que o futuro nos vai colocar. Falo, por exemplo, da previsível tragédia demográfica e os desafios energéticos, da descarbonização da economia e da sociedade. Estes desafios estão entre os principais elencados pela moção de António Costa, Geração 2030.
A última ideia que abordei foi a democracia necessária nas CCDR – Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Temos de aproximar e responsabilizar estes órgãos intermédios. Há incongruências a resolver. Considero que não faz sentido que a região do Médio Tejo, para efeitos de fundos comunitários, esteja na região centro, mas para votar o faça em Lisboa e Vale do Tejo. Este é um desafio crucial para a nossa região e, pela pertinência, voltarei a ele em breve.
Reservo este último parágrafo para o debate que se realiza amanhã no Parlamento. A eutanásia é um tema complexo. Votarei favoravelmente, com a convicção que a liberdade individual e o direito de escolher não sofrer faz todo o sentido. Será, certamente, um debate marcante e fraturante.

