'Um Concerto dos Diabos!' no Teatro de Ourém com Orquestra de Câmara Portuguesa. Foto: Rita Carmo

A Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP) apresenta-se pela primeira vez no Teatro Municipal de Ourém, esta sexta-feira, 24 de maio, às 21h30. A convite da Direção Artística do Teatro, a Orquestra com sede em Oeiras promete um concerto a transbordar de ímpeto e energia, com obras de Veress, Boccherini e Haydn.

Do concerto, com direção do Maestro Pedro Carneiro, farão parte as obras Quatro Danças Transilvanas, do hungaro Sándor Veress, a Sinfonia em Ré menor “A Casa do Diabo”, do italiano Luigi Boccherini, e Sinfonia No. 59 “Fogo”, do austríaco Joseph Haydn. Música extraordinariamente diabólica na companhia de 20 músicos de grande fulgor, para ouvir na Sala Principal do Teatro Municipal de Ourém.

A Orquestra de Câmara Portuguesa foi fundada em 2007, com o objetivo de promover a profissionalização das novas gerações de músicos, afirmando-se como um projeto inovador e criativo, desafiando os cânones clássicos. Desde cedo, primou por criar espaço a novos solistas e maestros, e por trabalhar com criadores de renome como Emmanuel Nunes, Sofia Gubaidulina, Miguel Azguime; Jorge Moyano, Cristina Ortiz, Sergio Tiempo, Gary Hoffman, Filipe Pinto-Ribeiro, Carlos Alves, Heinrich Schiff, António Rosado, Artur Pizarro, Tatiana Samouil, entre outros.

Internacionalizou-se em 2010, no City of London Festival. Nacionalmente, desde a sua fundação, tem atuado por todo o País, destacando-se a presença na programação do Centro Cultural de Belém, Casa da Música, Festival Cistermúsica (Alcobaça), Festival Internacional da Póvoa do Varzim, Festival das Artes (Coimbra), Festival ao Largo, entre outros.

A ação da OCP projeta-se também através de projetos de cidadania inclusiva originais como o “Notas de Contacto – a OCPsolidária na Cercioeiras”; “Orquestra dos Navegadores – a OCPsolidária no Bairro dos Navegadores” e “Sementes”. Em 2010, lançou a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), representante de Portugal na Federação Europeia de Jovens Orquestras Nacionais, que se destaca pelas internacionalizações no Ateneu de Bucareste e na Konzerthaus de Berlim (Festival Young Euro Classic).

Programa:
Quatro Danças Transilvanas, Sándor Veress
Sinfonia em Ré menor “A Casa do Diabo”, G. 506 Op. 124, Luigi Boccherini
Sinfonia No. 59 em Lá maior, Hob.I:59, “Fogo”, J. Haydn

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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