Foto: DR

Calou-se a voz. Pedro Barroso morreu na noite de segunda-feira, 16 de março, no Hospital da Luz, onde se encontrava internado há algumas semanas, em cuidados paliativos. Natural de Riachos, Torres Novas, ficará na história do nosso país como uma das vozes mais importantes da música de intervenção do pós-25 de abril.

Colega de Zeca Afonso e de tantos outros que fizeram da cantiga uma arma, resistiu à mudança dos tempos e de mentalidades, ao declínio da música ligeira e dos versos com subtexto em prol da superficialidade do espetáculo. Foi sempre um homem coerente com os seus princípios, mantendo-se ativo até há poucos meses, quer na realização de concertos e na edição de discos, como na publicação de livros.

Em 2018 passámos uma tarde com o cantautor, que já então admitia estar “no crepúsculo da vida”

“Espero que me lembrem pelas coisas profundas e sérias e poeticamente mais perfeitas que fiz”, comentava, reconhecendo o receio de que a memória se agarre apenas a partes avulsas da sua obra.

“A obra é sempre muito mais importante que o autor. A obra fica. A obra é que é importante”.

Pedro Barroso despediu-se dos palcos a 21 de dezembro, no Teatro Virgínia, em Torres Novas, que depressa ficou completamente esgotado para o homenagear.

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