Jorge Ferreira Dias ouviu esta quinta-feira, no Tribunal de Santarém, a sentença no processo que lhe foi movido por agressões na reunião de Câmara Municipal de Abrantes de 22 de dezembro. Foi condenado a 1 ano e 6 meses de prisão, com pena suspensa por 2 anos.
O ex-empresário abrantino foi condenado por 4 crimes: 2 crimes de ofensa à integridade física qualificado, 1 crime de ameaça e 1 crime de coação contra ordem constitucional. Fica ainda impossibilitado de eleger e ser eleito para os órgãos autárquicos nos próximos 2 anos.
Em declarações ao mediotejo.net, à saída da sala do tribunal, Jorge Ferreira Dias disse que se sentia injustiçado e que é sua intenção recorrer desta decisão judicial.
O antigo construtor, que foi milionário e hoje vive com o subsídio social de reinserção e de alguns trabalhos que faz como pastor, ficou especialmente transtornado com a proibição de ser candidato e também de votar nas próximas eleições, e por um período de dois anos. “É uma vergonha, afinal estamos pior que antes do 25 de Abril”, disse, indignado.
“Eu ia ser candidato, ia ganhar a Câmara de Abrantes, ia desenvolver Abrantes e torná-la numa grande cidade… e neste momento cortaram-me as pernas”, revelou, adiantando que iria ser candidato às próximas Autárquicas pelo partido Chega.
“Agora fico sem a pulseira eletrónica e já me vou poder mexer de outra maneira, e não vou desistir”, afiançou, repetindo que a sua prisão em dezembro teve “motivações políticas” e que é “vítima da governação socialista”.
“Isto aconteceu tudo porque eu nunca entrei com dinheiro para eles”, insistiu, dizendo-se ainda esperançado numa “investigação rigorosa” dos seus processos contra a Câmara de Abrantes. Num deles, Jorge Ferreira Dias pedia uma indemnização de 6 milhões de euros, num caso que envolveu a compra e venda de terrenos e que, segundo o ex-empresário, ditou a falência dos seus negócios. O Tribunal Administrativo absolveu a Câmara de Abrantes no ano passado, tendo Ferreira Dias anunciado que iria recorrer da decisão.
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