A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo expandiu a sua oferta de serviços diferenciados à população disponibilizando na Unidade de Reabilitação Cardiorrespiratória, no hospital de Torres Novas, programas de reabilitação personalizados para diversas condições cardiorrespiratórias graves, anunciou aquela entidade.
Este é um passo considerado “decisivo” para melhorar a qualidade de vida dos utentes que enfrentam patologias respiratórias crónicas debilitantes, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e doenças do interstício pulmonar. Trata-se de doenças graves que afetam significativamente o dia a dia de quem delas padece, pelo que justificam a uma intervenção específica e diferenciada para minimizar o seu impacto.
Este projeto conta com uma equipa multidisciplinar composta por especialistas do Serviço de Pneumologia e do Serviço de Medicina Física e Reabilitação da ULS Médio Tejo e o apoio de fisioterapeutas, técnicos de cardiopneumologia, enfermeiros de reabilitação e técnicos auxiliares de saúde, assistente social e dietista. Juntos oferecem um atendimento “humanizado” à medida das necessidades de cada um dos doentes, lê-se em nota de imprensa.
O utente é o centro de cada intervenção da equipa da Unidade de Reabilitação Cardiorrespiratória. Com esta abordagem personalizada, que leva em conta as particularidades da doença de base e as características de cada doente, os programas prescritos visam melhorar a qualidade de vida dos utentes com patologia respiratória. Pretende-se especificamente reduzir sintomas, otimizar a função pulmonar e diminuir a necessidade de internamentos hospitalares.
Em termos de instalações, a Unidade de Reabilitação Cardiorrespiratória da ULS Médio Tejo funciona no Hospital de Torres Novas e dispõe de um ginásio amplo com vários equipamentos que permitem o treino aeróbico, de força e de resistência e duas salas individuais que permitem a realização de técnicas direcionadas para doentes que sofrem de patologia respiratória crónica infeciosa.
A unidade beneficia ainda da realização de provas de esforço cardiopulmonar, importantes para a integração dos doentes nos programas de reabilitação, cumprindo as diretrizes nacionais e internacionais.
Funcionando em regime de “hospital de dia”, a unidade oferece um acompanhamento consistente e de proximidade, que já resultou em mais de meia centena de sessões de reabilitação, demonstrando o impacto positivo deste serviço na comunidade.
“A diferenciação da Unidade de Reabilitação Cardiorrespiratória representa o compromisso da instituição e dos seus profissionais em disponibilizar cuidados de saúde de excelência aos utentes da região do Médio Tejo”, afirma Carlos Lousada, diretor clínico da ULS Médio Tejo e médico pneumologista.
“Com uma equipa multidisciplinar e instalações modernas, estamos confiantes de que é possível fazer a diferença na vida dos nossos doentes”, acrescenta.
Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, refere que “esta unidade é o reflexo da motivação, dedicação e empenho de todos os profissionais de saúde envolvidos”.
“Este serviço oferece um cuidado holístico e abrangente que não está focado apenas no tratamento da doença, mas na melhoria da saúde e qualidade de vida dos doentes”, salienta.
