Equipa de Saúde Mental do Médio Tejo reforça presença no território com viatura elétrica. Foto: ULS

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo reforçou a sua resposta territorial em Saúde Mental, com a disponibilização de uma nova viatura elétrica destinada ao trabalho das Equipas Comunitárias de Saúde Mental (ECSM).

Financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento das ECSM, o investimento de 30 mil euros vai permitir intensificar a presença regular das equipas nos concelhos do Médio Tejo, aproximando os cuidados de saúde mental das populações e garantindo um acompanhamento mais próximo e continuado.

O Plano de Ação para a Saúde Mental da ULS Médio Tejo define uma resposta comunitária organizada em quatro equipas, atualmente plenamente constituídas e operacionais, abrangendo mais de 213 mil habitantes.

As ECSM de Ourém e ECSM Centro (sediada no Hospital de Tomar) funcionam cinco dias por semana, assegurando programas completos de acompanhamento a pessoas com doença mental grave, com plano individual de cuidados e terapeuta de referência. Já as ECSM Este e Oeste, criadas em 2025, encontram-se em funcionamento quinzenal, com perspetiva de passar a atividade semanal a curto prazo.

A ECSM Este garante atendimento regular na Unidade de Saúde Familiar Beira Tejo, em Abrantes, enquanto a ECSM Oeste desenvolve atividade no Centro de Saúde de Alcanena, prevendo iniciar brevemente o trabalho no Centro de Saúde de Riachos.

Estas equipas asseguram visitas domiciliárias em todos os concelhos do Médio Tejo, incluindo Ourém, com uma abordagem multidisciplinar que vai além da administração terapêutica, envolvendo intervenção clínica e psicossocial diretamente no território.

A nova viatura elétrica reforça essa dimensão de proximidade, permitindo aumentar o número de visitas ao domicílio, chegar a zonas mais dispersas e garantir continuidade de cuidados a utentes com forte dependência do apoio comunitário.

Para Luísa Delgado, Diretora do Serviço de Saúde Mental da ULS Médio Tejo, o reforço logístico tem impacto direto na qualidade assistencial.

“Nas Equipas Comunitárias, sabemos que cada quilómetro conta, e por isso, encurtamos a distância. Vamos ao encontro das pessoas, onde moram. Partilhamos as suas dificuldades e falamos com quem cuida”, afirmou, citada em nota informativa.

A responsável sublinha ainda que o trabalho das ECSM tem produzido resultados tangíveis:

“Encontramos finais felizes traduzidos em menos internamentos, menos vindas à urgência, mais inclusão, mais ocupação e menos estigma. Uma viatura dedicada significa maior presença, maior vigilância e maior segurança para os nossos utentes.”

Na mesma nota, o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, destaco que este investimento reforça a estratégia de consolidação do modelo comunitário de saúde mental:

“A Saúde Mental deve estar onde as pessoas estão. Esta viatura é mais um passo para garantir que a intervenção chega a mais concelhos com rapidez, qualidade e equidade. Estamos empenhados em consolidar um SNS mais próximo, mais integrado e mais atento às necessidades reais das populações.”

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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