Foto: ULS Médio Tejo

O Hospital de Tomar realizou esta semana a primeira cirurgia oncológica assistida por robot, assinalando um marco na evolução tecnológica da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo. A implementação desta valência, iniciada este mês de forma faseada, resulta de um investimento de 2,4 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e representa um avanço significativo na qualificação e diferenciação dos cuidados cirúrgicos prestados na região.

Desde o início da atividade foram já efetuadas sete intervenções com recurso a esta tecnologia, num processo de integração progressivo e cuidadosamente estruturado. A equipa cirúrgica optou por começar com procedimentos mais simples e frequentes, realizados em doentes com perfil clínico favorável e sem patologias associadas relevantes, avançando inicialmente com colecistectomias e apendicectomias.

“A entrada em funcionamento da cirurgia robótica foi antecedida por um exigente percurso de formação e credenciação internacional das equipas médicas e de enfermagem, assegurando elevados padrões de segurança e qualidade assistencial”, refere a nota divulgada pela ULS Médio Tejo.

Nesta fase, o programa decorre ainda sob acompanhamento e validação contínua da entidade responsável pelo sistema robótico, permitindo consolidar gradualmente a experiência das equipas.

Foto: ULS Médio Tejo

“A introdução da cirurgia robótica foi preparada de forma rigorosa, com formação e credenciação internacional das equipas, garantindo todas as condições de segurança. A cirurgia oncológica agora realizada demonstra a maturidade do processo e abre caminho à consolidação e expansão progressiva desta tecnologia nas diferentes áreas cirúrgicas”, explica Firmo Mineiro, cirurgião e responsável pelo Departamento Cirúrgico da ULS Médio Tejo.

Evolução da laparoscopia, a cirurgia robótica proporciona maior precisão técnica, melhor visualização do campo operatório e uma abordagem minimamente invasiva. Para os doentes, pode traduzir-se numa recuperação mais rápida e numa maior segurança; para os profissionais, oferece estabilidade acrescida e maior controlo durante o procedimento.

“Esta tecnologia acrescenta qualidade técnica ao ato operatório e reforça a segurança para o doente”, sublinha Firmo Mineiro. No contexto oncológico, acrescenta, “permite operar com maior precisão e melhor visualização das estruturas anatómicas, fator determinante quando estão em causa margens cirúrgicas e preservação de tecidos”.

A aposta na cirurgia robótica integra uma estratégia mais ampla de modernização das três unidades hospitalares da ULS Médio Tejo. Nos últimos anos, a instituição canalizou mais de nove milhões de euros para melhorias estruturais e tecnológicas, entre as quais a instalação de uma nova Ressonância Magnética no Hospital de Abrantes, a requalificação energética com painéis fotovoltaicos, a renovação da rede de águas e a modernização das áreas de Consulta Externa e da Urgência Médico-Cirúrgica.

No quadro da complementaridade entre unidades, o Hospital de Abrantes reforça o seu papel como principal resposta ao doente crítico e às situações de urgência e emergência, o Hospital de Tomar afirma-se como centro cirúrgico de referência e o Hospital de Torres Novas consolida-se como polo dedicado à consulta de especialidade e à cirurgia de ambulatório.

“A realização da primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Hospital de Tomar assinala um momento histórico para a ULS Médio Tejo e para toda a região. Este é mais um passo num ciclo consistente de investimentos na modernização tecnológica das nossas três unidades hospitalares, que tem vindo a reforçar a sua diferenciação clínica e a sua capacidade de atrair profissionais qualificados”, afirma Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo.

O responsável acrescenta que a instituição está a consolidar “um projeto sustentado de crescimento e qualificação dos cuidados prestados à população do Médio Tejo”, defendendo que a diferenciação tecnológica é determinante para aumentar a capacidade de resposta clínica e tornar os hospitais mais competitivos e atrativos no contexto do Serviço Nacional de Saúde.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

Deixe um comentário

Leave a Reply