A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo realizou, no Hospital de Tomar, a sua primeira biópsia de fusão da próstata, um procedimento de última geração que passa agora a estar disponível na instituição para o diagnóstico precoce do cancro da próstata, foi hoje anunciado.
A biópsia de fusão, efetuada sob anestesia geral e em bloco operatório, é considerada o “padrão de ouro” no diagnóstico desta doença. A técnica combina imagens de ecografia com as da ressonância magnética multiparamétrica, permitindo localizar e biopsar com elevada precisão lesões suspeitas de apenas quatro a cinco milímetros, o que aumenta significativamente a taxa de deteção precoce.
“Trata-se de uma técnica moderna e altamente diferenciada, que nos permite identificar lesões pequenas e detetar o cancro da próstata numa fase inicial, quando o tratamento tem maior sucesso e é menos invasivo”, afirmou o diretor do Serviço de Urologia da ULS Médio Tejo, João Rabindranath Dias, citado em comunicado.
Segundo o especialista, o novo procedimento representa “um passo muito importante na melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados aos utentes, em benefício da sua saúde”.
O presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, destacou, por sua vez, que a instituição está “comprometida com a inovação e a excelência clínica”, sublinhando que a incorporação de tecnologia de ponta, como as biópsias de fusão e a cirurgia robótica, “reforça a capacidade de oferecer cuidados de saúde mais seguros, eficazes e humanizados à população da região”.

A introdução desta técnica insere-se na estratégia de diferenciação tecnológica e clínica da ULS Médio Tejo, que se prepara também para receber um robot cirúrgico de última geração no Hospital de Tomar, destinado a procedimentos minimamente invasivos com recuperações mais rápidas e menos complicações para os doentes.
A iniciativa da ULS Médio Tejo, que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, surge em novembro, mês dedicado à sensibilização para o cancro da próstata, e pretende reforçar a importância do diagnóstico precoce como fator determinante para o sucesso do tratamento.
