ULS Médio Tejo reforça apelo à vacina perante agravamento da gripe. Foto: DR

A situação preocupa as autoridades de saúde por coincidir com a época festiva, período de convívios que junta crianças, idosos e outros utentes vulneráveis.

De acordo com o balanço da campanha de vacinação entre 23 de setembro e 24 de novembro, a região mantém-se ligeiramente abaixo da média nacional e da região de Lisboa e Vale do Tejo, reforçando a necessidade de acelerar a vacinação. Até 24 de novembro, foram administradas 37.723 vacinas da gripe nos onze concelhos do Médio Tejo, mais 275 do que no ano anterior. Contudo, registou-se uma quebra de 1.091 vacinados entre as pessoas com 60 ou mais anos, enquanto no grupo dos 85+ houve um aumento de 200 inoculações.

O relatório da ULS Médio Tejo revela ainda uma mudança nos locais de vacinação: as farmácias administraram menos 2.000 doses em relação ao ano passado, enquanto as unidades de cuidados de saúde primários e equipas comunitárias registaram um aumento de cerca de 12,5%.

Nas estruturas residenciais para idosos, a cobertura da vacina da gripe é elevada entre residentes (88,2%), mas baixa entre profissionais (41,7%). A vacinação contra a Covid-19 apresenta percentagens mais reduzidas: 72,4% dos residentes e apenas 15,3% dos trabalhadores.

A ULS reforça igualmente as recomendações de prevenção — etiqueta respiratória, uso de máscara em caso de sintomas, evitar espaços fechados e contactos desnecessários — e recorda que as urgências devem ser procuradas apenas após encaminhamento pela Linha SNS 24.

“Vacinar-se e manter cuidados básicos continua a ser a melhor forma de proteger a família e a comunidade, sobretudo durante a quadra natalícia”, sublinha a instituição.

A campanha nacional da DGS, iniciada em 23 de setembro, alargou este ano a vacinação gratuita às crianças dos 6 aos 23 meses, mantendo recomendação para maiores de 60 anos, residentes e trabalhadores de lares, pessoas com doenças crónicas e outros grupos de risco.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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