ULS Médio Tejo atinge excelência no SNS com 99% das consultas de psiquiatria no prazo. Foto: ULS MT

A ULS Médio Tejo consolidou-se como uma referência nacional ao elevar a taxa de consultas realizadas dentro do tempo garantido de 90%, em 2024, para os atuais 99,4%. Este desempenho coincide com a entrada em funcionamento de quatro Equipas Comunitárias de Saúde Mental (Ourém, Centro, Este e Oeste), que asseguram agora uma cobertura alargada a mais de 213 mil habitantes da região.

Em comunicado, a ULS Médio Tejo indica que os números de 2025 revelam uma mudança de paradigma: das 16.591 consultas médicas realizadas, mais de metade (53%) ocorreram já no contexto comunitário, superando as metas iniciais.

Segundo a mesma nota, o apoio domiciliário também cresceu, com 1.564 intervenções, enquanto o Hospital de Dia e o internamento registaram aumentos significativos na capacidade de resposta.

Para Luísa Delgado, diretora do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Saúde Mental, os resultados provam ser possível transformar o setor no SNS através de “uma saúde mental mais próxima, mais comunitária e mais resolutiva”.

Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS, citado na nota informativa, reforça que o foco passa por “responder à complexidade crescente das necessidades” com inovação e integração.

O plano estratégico para o triénio 2026-2028 prevê o reforço da atividade em Abrantes e a abertura de um novo edifício para a Pedopsiquiatria em Tomar.

No campo clínico, a ULS prepara-se para introduzir tratamentos inovadores, como o uso de cetamina e eletroestimulação magnética transcraniana para casos de depressão resistente.

Atualmente, o serviço conta com uma equipa multidisciplinar de 78 profissionais, incluindo médicos, psicólogos, enfermeiros e terapeutas, mantendo uma forte vertente de investigação e formação académica.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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