O orçamento, apresentado hoje em comunicado pela ULS Médio Tejo, entidade com sede em Torres Novas, integra um plano de investimentos de 15 ME, orientado para a modernização de infraestruturas, reforço de equipamentos clínicos e melhoria da resposta nos cuidados hospitalares e nos cuidados de saúde primários nos 11 municípios da sua área de abrangência.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da ULS, Casimiro Ramos, citado na nota informativa, este plano é uma “demonstração do empenho em continuar a modernizar profundamente a rede de cuidados de saúde e em reforçar, de forma efetiva, a resposta às populações”, assegurando a “qualidade do Serviço Nacional de Saúde” (SNS) e a “sustentabilidade financeira” da instituição.
O responsável acrescentou que a estratégia passa por atuar “em várias frentes”, desde a renovação de infraestruturas à contratação de profissionais e ao reforço dos cuidados primários, “num compromisso com o futuro da região do Médio Tejo e com a melhoria contínua dos cuidados prestados”.
A ULS do Médio Tejo integra perto de 3.000 trabalhadores, nas mais diversas carreiras e grupos profissionais, três hospitais e 35 unidades funcionais de cuidados de saúde primários, dando resposta direta a cerca de 170.000 utentes.
Entre os investimentos previstos para 2026 destacam-se a requalificação das fachadas dos hospitais de Tomar e Torres Novas e a conclusão do novo edifício de Pedopsiquiatria em Tomar, vocacionado para a saúde mental de crianças e jovens, integrando uma “estratégia de adaptação dos espaços à crescente complexidade dos cuidados” a prestar.
No Hospital de Abrantes, a ULS indica que vão avançar “intervenções estruturais” consideradas “determinantes”, nomeadamente a recuperação integral do Bloco Operatório, com um investimento de 1,6 ME, e a requalificação da sala de Cardiologia, “reforçando a resposta em áreas críticas da medicina de intervenção”.
Em Torres Novas, está prevista a remodelação da Sala 3 e da Sala de Gessos do Bloco Operatório, num investimento de 302 mil euros, bem como a ampliação e requalificação do Hospital de Dia, que permitirá “melhores condições de conforto, privacidade e segurança aos doentes oncológicos e a outros utentes”, em regime ambulatório.
Os Cuidados de Saúde Primários assumem igualmente um papel central no orçamento para 2026, com 1,8 ME destinados à aquisição de equipamentos, “reforçando a capacidade de diagnóstico, vigilância e acompanhamento clínico” nas unidades de saúde familiar e centros de saúde do Médio Tejo.
A nível estratégico, a ULS Médio Tejo afirma que continuará a apostar na “contratação de médicos, em articulação com as autarquias”, através de incentivos como o projeto “Bata Branca” e da integração de médicos estrangeiros, procurando responder às carências existentes nos cuidados primários e hospitalares.
Paralelamente, será implementado um novo regime de convenção com entidades privadas e IPSS para utentes sem médico de família atribuído, permitindo consultas, renovação de medicação crónica e acompanhamento de situações clínicas estáveis, reforçando a capacidade de resposta da rede pública.

A ULS Médio Tejo serve cerca de 170 mil utentes dos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Vila de Rei, nos distritos de Santarém e Castelo Branco.
LUSA
