Por ocasião do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, que se assinala a 20 de julho, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo deu conta de alguns números que envolvem o serviço prestado pela Equipa de Colheita de Órgãos e Tecidos do Serviço de Medicina Intensiva, tendo destacado que, em 15 anos, colheu 227 órgãos para transplantação, provenientes de 97 dadores.
“A ULS Médio Tejo contribuiu, desta forma, para que o país se mantenha com aqueles que são, a nível mundial, os terceiros melhores indicadores da colheita de órgãos”, assume a instituição.
Em nota de imprensa, a ULSMT indica que “no primeiro semestre deste ano, foram colhidos na Unidade Hospitalar de Abrantes sete órgãos para transplantação – três fígados e quatro rins – provenientes de três dadores”, sendo que a equipa havia identificado “sete potenciais dadores que, por motivos diversos, não foram elegíveis à dádiva de órgãos para transplantação”.

Por outro lado, verifica-se nesta efeméride que “os resultados acumulados dos últimos 15 anos colocam a atividade realizada pela equipa dedicada de Colheita de Órgãos e Tecidos da Unidade de Cuidados Intensivos da ULS Médio Tejo, em linha com a média nacional, com 35,8 dadores por milhão de habitantes (face a 30,8 a por milhão de habitantes)”.
“No entanto, em 2023, e depois de uma quebra muito abrupta de colheita de órgãos devido à pandemia de Covid-19, a taxa média de dadores e órgãos colhidos para transplantação na Unidade Hospitalar de Abrantes da ULS Médio Tejo atingiu 54,8 dadores por milhão de habitantes, demonstrando a motivação dos profissionais para esta nobre causa”, sublinha a Unidade Local de Saúde.
Em 2023, destaca a instituição, “foi registado um recorde nacional de transplantação de órgãos – 963 face ao recorde de 895 órgãos transplantados em 2017. Destes, 30 foram provenientes de 13 dadores do Médio Tejo”.
A doação de órgãos, seja em vida, seja após a morte, é um dos maiores atos de bondade entre seres humanos. Trata-se de um gesto altruísta que vai beneficiar seres humanos que necessitam de um transplante de um órgão para continuarem vivas, ou para melhorarem de forma muito significativa a sua saúde e qualidade de vida. Atualmente são cerca de dois mil os doentes que aguardam um órgão para transplante.
A coordenadora da Hospitalar de Doação de Órgãos da ULS Médio Tejo, Lucília Pessoa, lembra que “há 15 anos, embarcámos numa das missões mais nobres da Medicina moderna: salvar vidas através da doação de órgãos para transplantação. Ao longo dessa jornada, testemunhamos a força da compaixão humana e a transformação que um único gesto pode gerar”.
A médica intensivista, por ocasião do Dia Nacional da Doação e Transplantação de Órgãos, diz serem celebrados “os resultados excecionais alcançados pela nossa equipa multidisciplinar, mas jamais esquecendo que, por trás de cada órgão transplantado, existe uma história de amor, de perda, mas de esperança”.

Nuno Catorze, diretor do Serviço de Medicina Intensiva da ULS Médio Tejo, destaca os 15 anos de atividade e experiência como reafirmação do “compromisso com a dádiva para a transplantação. Continuaremos a trabalhar com afinco para salvar mais vidas, honrando a memória dos doadores através das vidas que estes possibilitaram salvar, com os seus órgãos, e esperamos a cada dia poder inspirar novas gerações para o poder transformador da doação de órgãos na saúde de milhares de pessoas”, afirma.
Também para o Conselho de Administração da ULS Médio Tejo faz reconhecimento do trabalho e da qualidade da equipa. “Enfrentamos desafios constantes, pois a doação de órgãos é um tema complexo e sensível. No entanto, a nossa equipa especializada nunca desiste. Com empatia e foco, mantêm-se motivados para a identificação de potenciais doadores, passando também a mensagem de sensibilização da população sobre a importância desta nobre causa que a 20 de julho de assinala no calendário das efemérides nacionais”, nota Casimiro Ramos, presidente da direção do Conselho de Administração da ULSMT.
