A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo ativou hoje o alerta vermelho de saúde pública devido ao “calor extremo” que se vai sentir hoje e nos próximos dias nos concelhos da região do Médio Tejo. Este nível de alerta é acionado sempre que as temperaturas ultrapassam os 38ºC, o que representa um risco elevado para a saúde pública, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como os idosos, as crianças pequenas, os bebés, as pessoas acamadas ou dependentes de terceiros. Esta medida de alerta preventivo e de cuidados a ter aplica-se à área de abrangência de 11 concelhos servidos pela ULS Médio Tejo.
A decisão da Unidade de Saúde Pública da ULS Médio Tejo enquadra-se no Plano para a Resposta Sazonal em Saúde – Módulo Verão de 2025, e decorre da previsão de subida acentuada das temperaturas para os próximos dias. Face a este quadro, a ULS apela à população que adote medidas preventivas que minimizem o impacto do calor na saúde, sobretudo junto dos grupos mais vulneráveis, como as pessoas mais idosas e as crianças de tenra idade, os portadores de doenças crónicas e, ainda, os trabalhadores expostos ao ar livre.
É fundamental que estes grupos de risco permaneçam em ambientes o mais fresco possível durante o período de maior calor, entre as 11h00 e as 17h00. Deve ser reforçada, com a máxima frequência, a hidratação, bebendo água ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar. A hidratação deve ser mantida mesmo se a pessoa não tiver sede – sobretudo nas crianças e idosos.
A exposição solar direta deve ser evitada durante as horas de maior calor e é essencial a utilização de protetor solar e chapéu sempre que tal exposição seja inevitável. Recomenda-se ainda que a ida à praia ou a outros locais ao ar livre se faça fora do intervalo entre as 11h00 e as 17h00.
Reforça-se a importância de contactar regularmente os familiares idosos, para garantir que se encontram bem e que estão a adotar os cuidados necessários. É aconselhável, também, a vigilância dos utentes portadores de doença crónica (diabetes, hipertensão arterial, doença pulmonar crónica, insuficiência renal, entre outras). A subida abrupta das temperaturas poderá levar à descompensação da patologia diagnosticada.
Importante é também recordar que os medicamentos têm de ser mantidos a uma temperatura inferior a 25 graus centígrados, sob pena de ficarem adulterados. A melhor maneira de proceder á colocar os fármacos de toma habitual no frigorífico, enquanto a região atravessa esta vaga de calor.
A ULS Médio Tejo apela ao envolvimento de todos na proteção da saúde da população da região, especialmente daqueles que se encontram em maior risco. Em caso de dúvidas ou necessidade de aconselhamento, está sempre disponível a linha SNS24, através do número 808 24 24 24.
Face a esta situação, a ULS relembra para a necessidade de adoção de medidas preventivas dos efeitos do calor em especial para os grupos mais suscetíveis, nomeadamente idosos, portadores de doença crónica, crianças, e trabalhadores ao ar livre.
A Direção-Geral da Saúde, por sua vez, recomendou medidas preventivas face ao calor e aconselha o consumo regular de água, evitando a ingestão de bebidas alcoólicas.
A DGS refere que a exposição solar deve ser evitada entre as 11h00 e as 17h00, recomendando o uso de roupa larga, que cubra a maior parte do seu corpo, e chapéu de abas largas e óculos de sol, bem como protetor solar de fator proteção 30 e renovar a sua aplicação de duas em duas horas.
Deve ainda ter-se especial atenção com os doentes crónicos, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida e manter-se informado relativamente às condições climáticas para poder adotar os cuidados necessários.
Crianças nos primeiros anos de vida
Bebés e crianças pequenas são especialmente sensíveis aos efeitos do calor intenso e dependem dos adultos para se manterem seguros. Proteja-os do calor intenso.
Principais cuidados a ter:
- Vestir a criança com roupas leves, soltas e de cor clara.
- Utilizar chapéu quando está ao ar livre
- Dar água com mais frequência e certificar-se de que bebe mais água do que o habitual
- Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11 e as 17 horas
- Aplicar protetor solar antes de sair de casa
- NUNCA deixar o seu bebé/criança dentro de um carro estacionado ou outro local exposto ao sol, mesmo que por pouco tempo
- Consultar o seu médico se a criança tiver diarreia ou febre e ter especial cuidado com a hidratação
- Procurar assistência médica imediatamente sempre que identifique sinais de alerta como: suores intensos; fraqueza; pele fria, pegajosa e pálida; pulsação acelerada ou fraca; vómitos ou náuseas; desmaio.
Pessoas com 65 ou mais anos
O calor é especialmente perigoso para as pessoas idosas, que pode ter menos perceção nas alterações associadas ao calor. É frequente não sentir sede o que leva a uma menor ingestão de líquidos. Por outro lado, o organismo pode não ter a mesma capacidade para realizar a termorregulação necessária para prevenir os efeitos negativos do calor intenso na saúde.
Principais cuidados a ter:
- Beber água, mesmo quando não tem sede
- Permanecer em ambientes frescos ou com ar condicionado
- Sempre que necessário procurar locais climatizados
- Evitar a exposição direta ao sol
- Usar roupas leves, soltas, de cor clara, chapéu e protetor solar
- No período de maior calor tomar um duche de água tépida
- Fazer refeições mais leves e comer mais vezes ao dia
- Evitar a utilização do forno ou de outros aparelhos que aqueçam a casa
- Ter contacto de alguém atento e disponível (familiar, amigo, vizinho)
- Consultar o seu médico em caso de doença crónica ou se estiver a fazer uma dieta com pouco sal ou com restrição de líquidos
Portadores de doenças crónicas
As pessoas com doença crónica são mais vulneráveis aos efeitos do calor, pelo que é necessário ter cuidados especiais. É o caso das pessoas com diabetes, doença cardíaca, vascular, respiratória, renal, mental e ainda das que tomam medicamentos que diminuem a sensação de calor ou provocam retenção de água ou de sal (anti-hipertensores, antidepressivos, antipsicóticos e medicamentos para a doença de Parkinson, entre outros).
Principais cuidados a ter salvo indicação médica:
- Beber água, mesmo não sentindo sede
- Permanecer em ambientes frescos ou com ar condicionado
- Evitar a exposição direta ao sol
- Usar roupas leves, soltas e de cor clara e utilizar chapéu e protetor solar
- Usar menos roupa na cama, em especial pessoas com fraca mobilidade ou acamadas
- No período de maior calor, tomar um duche de água tépida
- Evitar a utilização do forno ou outros aparelhos que aqueçam a casa
- Ter alguém atento e disponível (familiar, amigo, vizinho)
- Se tiver algum sinal ou sintoma associados ao calor, procurar cuidados médicos de imediato
- Evitar a exposição dos Medicamentos a temperaturas elevadas
Pessoas que desenvolvem atividade no exterior, expostos ao sol e/ou ao calor
Pessoas diretamente expostas ao calor, têm maior risco de desidratação ou problemas associados ao calor
Principais cuidados a ter:
- Beba água com frequência
- Evite beber líquidos com muito açúcar ou bebidas alcoólicas
- Utilize roupa de trabalho leve e protetor solar desde que seja possível e seguro
- Nas pausas, aproveite para arrefecer, se possível em locais com ar condicionado
- Tente desenvolver a sua atividade com outros colegas por perto
- Procure apoio médico de imediato se algum dos seus colegas se sentir mal
Praticantes de atividade física
Principais cuidados a ter:
- Comece e termine a atividade física de forma lenta e gradual
- Opte pela manhã cedo ou pelo final do dia e evite as horas de maior exposição solar, entre as 11h e as 17h
- Beba água frequentemente: antes, durante e no final da prática de atividade física. Se transpirar muito, opte por uma bebida com eletrólitos (bebidas para desportistas)
- Evite consumir líquidos com muito açúcar
- Realize atividade física com companhia
- Pare de imediato a atividade se sentir fraqueza ou sensação de desmaio
A autoridade de saúde sugere também que sejam feitas refeições frias e leves, comendo mais vezes ao dia, que o trabalho no exterior seja feito acompanhado, que as persianas das casas sejam corridas, e ao entardecer deixar que o ar circule, e que as pessoas se mantenham em ambientes frescos, pelo menos duas a três horas por dia.
Importante é também recordar que os medicamentos têm de ser mantidos a uma temperatura inferior a 25 graus centígrados, sob pena de ficarem adulterados. A melhor maneira de proceder é colocar os fármacos de toma habitual no frigorífico, enquanto a região atravessar esta vaga de calor.
