A ministra da Saúde disse hoje em Ourém o Governo não vai conseguir atribuir médico de família a todos os utentes até 2027, justificando com o facto de estarem a inscrever-se “todos os dias” novas pessoas nos centros de saúde..Foto arquivo: ULS Médio Tejo

O auditório do Hospital de Torres Novas, da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, será o palco, na quinta-feira, dia 29 de janeiro, de um momento histórico para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). A partir das 10h00, terá lugar a cerimónia oficial de início do Internato Médico em Medicina de Urgência e Emergência, assinalando o arranque da formação dos primeiros 27 médicos internos desta nova especialidade.

Este evento marca o nascimento da primeira geração de médicos com um percurso formativo estruturado numa área vital para a resposta à doença aguda e crítica. A relevância da sessão é sublinhada pela presença confirmada da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, do Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, e do Presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos.

Para além da sessão institucional de abertura, o programa estende-se ao longo do dia com painéis científicos que reúnem referências mundiais da área. Destacam-se as intervenções por teleintervenção de Jim Connolly (Ex-Presidente da Sociedade Europeia de Medicina de Emergência) e de Judith E. Tintinalli, figura cimeira da especialidade a nível global e editora da obra de referência Tintinalli’s Emergency Medicine.

Os debates focar-se-ão em temas centrais como a realidade da doença aguda em Portugal, o futuro e os desafios da Medicina de Urgência e Emergência, e modelos de tutoria e construção da carreira nesta nova área.

Promovida pelo Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos, esta iniciativa simboliza uma mudança estrutural na organização dos serviços de urgência em Portugal. Espera-se que a criação desta carreira médica contribua diretamente para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos utentes e para a sustentabilidade e valorização dos profissionais no seio do SNS.

O encerramento dos trabalhos está previsto para as 15h30, após um dia dedicado à reflexão sobre a nova etapa que agora se inicia nos hospitais portugueses.

Programa:

A cerimónia oficial tem início marcado para as 10h00 com a sessão de abertura, que contará com as intervenções de Casimiro Ramos (Presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo), Carlos Cortes (Bastonário da Ordem dos Médicos) e Ana Paula Martins (Ministra da Saúde).

Logo após, às 10h30, decorre a sessão dedicada ao tema “A realidade da doença aguda em Portugal”, proferida pelo orador António Marques (Diretor do Hospital de Magalhães Lemos e Presidente do Colégio da Especialidade de Anestesiologia da Ordem dos Médicos), sob a moderação de Fernando Moura.

Após um intervalo às 11h00, o programa retoma às 11h30 com a sessão “O futuro da Medicina de Urgência e Emergência”, que terá como orador Jim Connolly (Consultor de Emergência Médica no Hospital Royal Victoria Infirmary), em teleintervenção, sendo moderada por Adelina Pereira. O período da manhã encerra com o almoço às 12h00.

Os trabalhos recomeçam às 14h00 com o painel “Modelos de tutoria, critérios de avaliação e integração curricular”, apresentado por Miguel Castelo Branco (Assistente Graduado Sénior no Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira) e moderado por Nuno Catorze. Às 14h30, segue-se a sessão “Construir a carreira em Medicina de Urgência e Emergência”, com o orador Paulo Freitas (Diretor do Serviço de Medicina Intensiva da ULS Amadora Sintra) e moderação de João Carlos Ribeiro.

O último painel técnico, intitulado “Os desafios da Medicina de Urgência e Emergência”, tem lugar às 15h00 com a oradora Judith E. Tintinalli (Universidade da Carolina do Norte), em teleintervenção, e moderação de Vitor Almeida. O encerramento oficial do evento está previsto para as 15h30.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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